Estado de Contigencia: Augusto Neves confirma estragos com custos avultados provocado pelas chuvas

16/12/2022 15:54 - Modificado em 16/12/2022 15:54
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O presidente da Camara Municipal de São Vicente, garantiu, hoje, que os estragos causados pelas chuvas de 06 de Setembro passado, são avultados e que a edilidade não possui verba suficiente para dar toda de tudo e que os custos só deveriam ser da responsabilidade do governo, logo considerou “pura má-fé” as afirmacões da oposicão, UCID e PAICV, sobre a declaracão do Estado de Contigencia na ilha.

Neves assegurou que os trabalhos começaram logo no dia 6 de setembro para regularizar a situação.
“Nós comunicamos, na altura imediatamente, o governo sobre a situação e começamos a trabalhar juntamente com engenheiros, fazendo a avaliação para podermos organizar a documentação e ser entregue ao governo, um relatório”, explicou.

Adiantou que os trabalhos de levantamento foram feitos de forma minuciosa feito pela autarquia e que duraram semanas e contou com a presença de um engenheiro do Instituto de Estradas, que fez o acompanhamento de toda a situação. “E o governo agiu prontamente no sentido de junto com a CMSV e instituições resolver a situação”, sublinhou.

A estrada e a rotunda do Calhau, estrada da Baía, uma parede da Escola Industrial e Comercial de Mindelo, a ponte em Chã de Vital, segundo o autarca, estão danificadas e as obras ultrapassam as possibilidades da edilidade, de acordo com as informações avançadas.

Para além destes, avançou que há um levantamento de mais de 60 famílias comprometidas.. “Uma boa parte destas famílias, a CMSV teve que alojá-las em casas arrendadas. A câmara paga a renda todos os meses. Mas isso terá de ser somente a câmara a se sacrificar”, questionou o edil mindelense.

Neves questionou a falta de atenação destes deputados, que segundo o mesmo, não efectuaram nenhuma visita nestes locais para constatarem in loco a real situação provocada pelas chuvas. “Nós não estamos de braços cruzados como estão os deputados da nação”, atirou.

O autarca avançou ainda que há empresas que ainda não foram pagas pela edilidade, pelo trabalho de limpeza. “Temos pagamentos, contratos, combustíveis, horas extraordinárias a pagar”. A título de exemplo, apontou que a limpeza das bacias hidrográficas tem custos avultados, ultrapassando os 6 mil contos.

“Os deputados nem visitas fazem e isso é uma sem vergonhice. É isso que a Assembleia Nacional deveria averiguar. Estes deputados são pagos para isso, mas não conhecem a população, os bairros e nem sabem dos problemas que afligem os sanvincentinos”, afirmou o autarca que disse ter, no dia seguinte as chuvas, visitado muitas localidades para solicitar as devidas emergências.

“ Nós fizemos um projeto modesto porque sabemos, que neste momento o governo tem as suas dificuldades e existem outros municípios que sofreram com a chuva”, avançou.

A reconstrução dos danos, segundo Augusto Neves, está orçado em aproximadamente 50 mil contos, um valor que conforme frisou não é suficiente, levando em conta a construção da parede da estrada da Baía que segundo avançou deve ultrapassar 15 mil contos.

Relativamente ao processo nos tribunais para a perda do mandato do presidente da CMSV, Augusto Neves diz estar “tranquilo” e pede que as pessoas deixem os tribunais trabalhar e decidir, já que, reiterou, estamos num “país livre”, logo “cada um pode falar o que bem entender”.

AC – Estagiária

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