Época festiva: Mindelenses mais ponderados nas compras e falam em sacrificar alguns luxos

4/12/2022 23:59 - Modificado em 4/12/2022 23:59
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Dezembro entrou, altura de começar a pensar nos gastos das festividades natalicias e do fim de ano. As prendas do natal, a ceia, roupas, festas e ao fim de ano. O ano está prestes a terminar e as opções de dezembro, costumam ser muitas. Principalmente para os que querem aproveitar tudo o que este mês oferece. Aos pais que querem oferecer presentes aos filhos, às mulheres e maridos, entre outros. Tudo isso acareta muitos gastos e numa altura que tudo está cara, a ponderação parece ser a palavra de ordem, neste ano.

Alguns mindelenses defendem a necessidade de “sacrificar” certos luxos nesta época festiva, com os preços dos produtos a dispararem, colocando em causa o poder de compra de muitos cabo-verdianos. Consumir o essencial e deixar de lado ´”gastos supérfluos”, é o mais recomendável para quem deseja iniciar o ano de 2023 sem constrangimentos, causados pela má gestão do pouco que se ganha.

O Natal é a festa da família, das crianças e do consumismo. Em Cabo Verde, a celebração envolve festa em família, troca de prendas, envio de mensagens, decorações especiais típicas dessa época do ano, entre outros costumes.

Este período tem sido usado como uma grande oportunidade para o aumento da procura de bens e serviços.

No entanto, este ano o consumismo é limitado, devido à escalada dos preços  e cabe às famílias poupar o mais possível, visto que o futuro é incerto. O Notícias do Norte foi saber junto de alguns mindelenses as expectativas para este natal e fim de ano, já que o custo de vida tem aumentado desde fevereiro deste ano.

Com isso, o aumento do custo de vida está a levar alguns mindelenses a ponderar melhor as suas compras de natal e fim de ano. Os receios do que possa acontecer no próximo ano estão a fazer com que os mindelenses controlem mais os gastos.

“Acho que as pessoas deveriam reaproveitar as coisas que arranjaram no ano passado e fazer o natal com o que se tem, porque estamos numa crise e vai continuar. Este ano é consumir o necessário sem esbanjar muito”, afirmou uma mindelense que acredita que este natal e o fim de ano vão estar mais “apertados”.

Para Candida Gomes há que se moderar, “porque a vida está dificil”. “Gastamos muito no ano passado, mas este ano há que ter limites”, disse.

Marly Lima é de opinião que muitas das vezes importamos muito com presentes de natal, o que já tornou-se num hábito, mas  acredita que o mais importante é “estar junto da família com vida e saúde”.

Quem defende o foco em comprar somente o essencial, é Carla Sousa que afirmou que nesta época já é hábito de se centrar em “coisas supérfluas” e depois quando tudo passar vem o arrependimento de ter gasto em “coisas desnecessarias”.

Sacrificar Luxos é necessário

Ao invés de presentes caros,  uma entrevistada sugere oferecer lembrancinhas, mas é de opinião que quem sai mais a ganhar são os chineses. “Quanto mais caros forem os produtos nacionais, mais as pessoas vão recorrer aos chineses”, opinou.

Para Marly Lima, “presentes são coisas fúteis”. Futilidades essas que inclui decoração, presentes, roupas e sapatos novos, mobília e eletrodomésticos novos. O que para a mesma estes não deveriam ser preocupação nestes tempos.

Logo, o mais importante, segundo Candida Gomes, seria preocupar-se com o que comer, pois em muitas famílias vulneráveis esta tem sido a mais grave das situações que ultrapassam.  

“Relativamente a prendas, acho que o natal é mais direcionado a crianças. Por isso, antes de oferecer um presente a uma criança deveria saber junto dos pais o que a criança precisa. Brinquedos não são tão importantes nestes tempos”, comentou.

Vestir a melhor roupa e calçar o melhor sapato, ir a festas caras e oferecer o melhor presente, para Elida Assunção exigem sacrifícios necessários, já que estes não estão na base da sobrevivência.

AC – Estagiária

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