URDI: Feirantes esperam maior movimento de pessoas e vendas no fim de semana

4/12/2022 14:11 - Modificado em 4/12/2022 14:18
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A  7ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Design de Cabo Verde (URDI),  arrancou na quarta-feira, 30 de dezembro em São Vicente, tendo como palco a Praça Nova (Praça Amílcar Cabral), espaço de eleição da organização, que acolhe durante estes dias dezenas de expositores. 

O Notícias do Norte conversou com alguns artesãos que marcam presença nesta edição da URDI e ficou a saber que os primeiros dois dias da 6ª edição, no ano passado superou os deste ano, já que segundo avançaram por conta da pandemia a vontade de sair de casa para participar em estes eventos ainda persistia. No entanto, mostram-se esperançosos com a chegada do fim de semana.  

Dizem que no ano passado, um dos maiores obstáculos era somente a pandemia, contudo este ano, veio juntar-se a escalada de preços provocada pelos impactos da guerra na Ucrânia.

Raquel Soares de São Vicente trouxe à URDI as suas rendas, bordados, acompanhados da costura criativa e por estar ciente que o poder de compra não é das melhores, este ano resolveu descer um pouco os preços dos seus produtos “porque sabemos que o custo de vida aumentou”.

Durante quatro anos consecutivos a jovem Yarin Almeida vem trazendo a este evento os seus produtos de cosmético feitos a partir de matéria-prima encontrados em Cabo Verde. Os destacados são os sabões facial e corporal feitos de alecrim, babosa e argila. O movimento não é igual ao do ano passado, mas acredito que muitas pessoas deixam para visitar a feira no fim de semana.

As criações dos reclusos da Cadeia da Ribeirinha têm também marcado presença nesta feira todos os anos e Vanessa Duarte tem se disponibilizado para fazer a demonstração e venda dos produtos que vão desde miniaturas de mobílias em madeira para crianças, brinquedos de lata e madeira, pulseiras, apostando sempre em material reciclado.

“Desde ontem o movimento está ótimo e as vendas estão muito boas. Mesmo com o contexto que vivemos continuamos a manter os preços”, disse a jovem.

Um stand, um casal vindo da ilha de Santiago. Ileise Varela e o marido dividem o stand. De uma lado, chocolate caseiro, peças e acessórios em macramê para mulheres, e de outro as joias em prata do marido, produtos esses que são feitos artesanalmente. “As vendas estão razoáveis, mas esperamos ainda regressar a casa sem nenhum produto”, avançou Ileise Varela.

Maria Alves é da ilha das Dunas (Boavista) e desde 2014 até ao momento tem deixado a sua marca na URDI, através dos seus diversos produtos de cerâmica para decoração e utilidade. Falou a este online que a sua maior alegria é ver regressar à sua barraca as pessoas que no ano passado comparam suas criações, com destaque para os bindes.

“Os Bindes são sempre os mais vendidos e muitas das vezes a quantidade de trago nem chega”, disse dona Maria. Enquanto houver saúde e vontade, Maria garante que vai continuar a participar na URDI porque “URDI ê dmeu tud vex”.

Quem usa de tudo um pouco vindo do mar é Mateus Ramalho da ilha de São Nicolau que desde 2018 aproveita material descartado pelo mar (linhas de pesca, corda, búzios, madeira , capacete, etc), neste caso a reciclagem, para juntá-los a técnica de macramé. “na quarta-feira tive boa venda e hoje quinta-feira está mais fraco”, contou.

Pelo menos, neste fim de semana estes feirantes/artesãos esperam a chegada de mais pessoas na feira e consequentemente mais vendas.

AC – Estagiária

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