IMar defende que não há necessidade de greve – Sindicato e trabalhadores irredutíveis

21/11/2022 12:56 - Modificado em 21/11/2022 12:59


O Presidente do Instituto do Mar (IMAR) em São Vicente, Malik Duarte Lopes, anunciou que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Pessoal (PCCS) será implementado no último trimestre de 2023 e está orçado em quase 5 milhões de escudos cabo-verdianos. Por isso, avançou que, neste momento, não se justifica a realização da greve por parte dos funcionários. Já o SINTAP – Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública – e os trabalhadores do IMAR insistem na greve.

“Um total de 4.918.065$00 é agregado ao orçamento do instituto, para que no último trimestre de 2023 os colaboradores tenham os salários regularizados e atualizados à média dos restantes institutos de investigação do país…”, anunciou Malik Lopes, em conferência de imprensa realizada na manhã deste segunda-feira na sede do instituto.  

O mesmo acrescentou que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Pessoal já foi socializado com os funcionários e com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP)  que vem acompanhando o processo.

Conforme este responsável, este valor representará “melhorias substanciais na vida profissional e pessoal dos colaboradores do instituto, e ao nível e qualidade de produtividade das atividades desenvolvidas”.

Questionado sobre a implementação do PCCS ser a partir de outubro de 2023, respondeu que  o orçamento só estará disponível nesta altura e há tramitações a serem feitas. Ou seja, “o documento terá que ser homologado pela tutela do Mar, terá que ser aprovado pela tutela administrativa e deverá também seguir para o Ministério das Finanças para aprovação final”.

Com isso, afirma que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários do Pessoal “certamente não é um assunto de greve”, justificando que devido a sua socialização, “não cabe na mente de ninguém que uma pessoa que ao fim de 12 anos esteja a ter, pela 1ª vez, a regularização de pendências com este conselho diretivo, decida ir para greve” e que “isso não faz sentido”.

Ainda neste mesmo dia, o SINTAP (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública), em conferência de imprensa, voltou a salientar que os motivos que levam os trabalhadores a apresentar um pré-aviso de greve são “claros, legítimos e de indispensável resolução”.

Segundo o Secretário permanente do SINTAP, Luís Silva, trata-se de questões de “reposição de ilegalidade, de dignidade e de estabilidade emocional laboral”.

Este líder sindical lembrou que as expectativas foram “frustradas”, aquando da reunião da passada quinta-feira,  17, entre os representantes do Sindicato e os do IMAR que tinha como objetivo chegar a um entendimento.

Sobre o PCCS, o SINTAP levanta uma série de questões, nas quais questiona se o presidente do IMAR já tem o parecer da Direção Nacional da Administração Pública.

“Sobre o PCCS, não houve acordo porque entendemos que o presidente do IMAR que assumir uma posição de que somente aprova o PCCS quando ele decidir”, afirmou este responsável que acrescentou que Malik Lopes deve assumir as consequências da sua atitude.

Sobre a questão do pagamento da dívida de diuturnidade, Luis Silva avançou que ainda não chegaram a um acordo.  

Recorde-se que os trabalhadores do Instituto do Mar vão iniciar uma greve de dois dias a partir desta terça-feira, apoiados pelo sindicato SINTAP.  O pré-aviso foi entregue no dia 11 de novembro e, conforme o SINTAP, as negociações que decorreram no dia 17 de novembro, não foram suficientes para determinar o levantamento da paralisação laboral.

Esta greve consiste em denunciar o pagamento de salários precários e exigir o Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCS) e outros instrumentos de gestão.

AC – Estagiária

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