São Vicente: Polícia Nacional garante estar a trabalhar para evitar os “incômodos” de pedintes em frente aos supermercados 

16/11/2022 10:23 - Modificado em 16/11/2022 10:24
Firmina Melício – Comandante Regional da Polícia Nacional de São Vicente

A Comandante regional da Polícia Nacional em São Vicente, Firmina Melício, garantiu que a corporação tem feito “alguma coisa” para evitar os “incômodos” de pedintes em frente aos supermercados. Situação que tem sido uma das principais queixas de responsáveis destes estabelecimentos comerciais, e não só, mormente os localizados no centro da cidade do Mindelo.

A pandemia e a subida generalizada dos preços de produtos alimentares e de primeira necessidade provocaram um aumento do número de pessoas (crianças, jovens e adultos) em frente às lojas e supermercados em São Vicente, a pedirem mantimentos ou mesmo dinheiro aos clientes.

Segundo responsáveis/gerentes de supermercados esta é uma situação “constrangedora” que poderá piorar, segundo avançaram a este online em finais do passado mês de outubro. 

Sobre a intervenção da Polícia Nacional nesta matéria, Firmina Melicio que falava num programa na televisão pública, sublinhou que é uma situação que se está a vivenciar e “não é correto, e por isso temos feito alguma coisa”.

“Às vezes não fazemos mais, dado também a outras diligências, a outros deveres constantemente à espera da polícia e que é de cariz mais urgente e de maior relevo, sem descorar que não seja algo preocupante”, explicou.

Adiantou ainda que a Polícia Nacional sempre recebe chamadas de funcionários de estabelecimentos comerciais e restaurantes por causa de perturbação e exemplificou a Rua Cristiano Sena Barcelos, um dos locais onde se localizam alguns restaurantes.

Segundo avançou, as idades a partir dos 16/18 anos, os casos são mais complicados. “O que podemos fazer é conversar com eles, pois não estamos em situação de crime para tomarmos uma outra medida”, disse.

Relativamente a menores de idade, esclareceu, estes podem ser levados às suas casas ou entregues ao Instituto Caboverdiano da Criança e Adolescente (ICCA) em São Vicente.

 “Outras entidades que se relacionam com este tipo de problemática deveriam estar mais próximas e fazer algo neste sentido, porque a missão da polícia é mais virada à questão de ordem pública, mas de questões mais graves”, alertou.

Necessidade de mais efetivos

Firmina Melício explicou que diariamente, a polícia tem várias atividades e que muitas das vezes isso os impede de dar uma atenção em permanência.

Questionada sobre a necessidade de mais efetivos,  esta responsável respondeu que a polícia tem perdido muitos efetivos ultimamente, por conta de situações de aposentação e também perdas por situação de mortes e de doença.

“Mas é um esforço dinâmico. O nosso pessoal dá o máximo deles no sentido de responder às várias demandas que temos nesta ilha”, disse o comandante regional da Polícia Nacional em São Vicente, acrescentando que muitas das vezes para efetuar uma operação é preciso chamar aqueles que estão de folga e “vêm sempre com boa vontade”.

AC – Estagiária

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