Governo cria comissão para “melhor formular” conceito estratégico de defesa e reformas nas Forças Armadas – ministro 

13/11/2022 20:32 - Modificado em 13/11/2022 20:32

 O ministro do Mar, Abraão Vicente, anunciou hoje, no Mindelo, que está sendo criada uma comissão para “melhor formular” o conceito estratégico de defesa e reformas nas Forças Armadas, que têm sido uma “escola de cidadania”.

O governante fez o anúncio durante a manhã de hoje na cerimónia de juramento à bandeira da 2ª incorporação de 2022, que teve lugar no Centro de Instrução Militar do Morro Branco, em São Vicente, onde esteve em representação do Governo e da ministra da Defesa nacional.

Conforme assegurou Abraão Vicente, o executivo reconhece o contributo que as Forças Armadas têm dado a este país, e é, por isso, que pretendem continuar a trabalhar na sua modernização.

Entre as medidas apontadas pelo ministro estão a implementação da lei de programação militar, proposta de um novo código de justiça militar, revisão do serviço de saúde e do Programa Soldado Cidadão, aprimoramento do serviço de informação e reforço da base de instrução dos recrutas.

Por outro lado, indicou a mesma fonte, tendo em conta a reavaliação do papel e das tarefas das Forças Armadas, em função das ameaças e riscos identificados à segurança global da nação, está sendo criada uma comissão para “melhor formular” o conceito estratégico de defesa e o sentido das reformas na instituição.

Mais ainda, acrescentou, está a ser constituída uma comissão para a introdução da Autoridade Aeronáutica Militar em Cabo Verde.

“Tudo isso, para além, de dar seguimento ao cumprimento daquilo que está estabelecido no novo Estatuto dos Militares, mormente o quadro remuneratório, para dignificar cada vez mais as nossas Forças Armadas”, advogou Abraão Vicente.

Neste domingo 405 recrutas de todo o País, entre os quais cinco mulheres, fizeram o juramento após nove semanas de treinamento, no Centro Morro Branco, que os permitiu ter destreza, condição física, mas, também uma “importante educação para o futuro”, considerou o ministro que presidiu à cerimónia.

“Nesta escola de cidadania, que as Forças Armadas também configuram, os nossos jovens têm criado hábitos de disciplina e de obediência e aprendido a valorizar os símbolos nacionais, fundamental para o reforço da identidade da nossa nação”, reiterou Abraão Vicente, para quem a passagem pela tropa também permite “despertar um sentimento de amor e efeito responsabilizador para proteger e cuidar da pátria”.

Ainda entre as oportunidades encontradas na vida militar, a mesma fonte apontou a possibilidade de formações, como no caso deste ano, em que 30 militares foram formados com cartas de condução e curso de cozinha, e também, a nível superior, com licenciaturas e mestrados concedidos através de parcerias com nações amigas como Brasil, Angola, China e Moçambique.

Dos 405 militares formados na segunda incorporação de 2022, 344 devem ir para a especialidade de Polícia Militar, sendo que de entre estes, 12 terão valência em transmissões, dez em socorrismo de combate e 17 na especialidade de marinha.

Para além do juramento e discursos, a cerimónia de hoje fez-se também com entrega simbólica de espingarda AKM entre dois irmãos, entrega de prémios aos melhores de cada especialidade, e várias demonstrações das habilidades adquiridas durante o curso.

LN/ZS

Inforpress/Fim

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