PM considera “um ato antipatriótico” lançar a ideia de que Cabo Verde corre risco de não conseguir pagar a sua dívida pública

10/11/2022 15:33 - Modificado em 10/11/2022 15:33
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O primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva considerou, no parlamento, “um ato antipatriótico” lançar a ideia de que Cabo Verde corre risco de não conseguir pagar a sua dívida pública. O chefe do governo considera “falso e irresponsável” tal afirmação proferida pela oposição.

Ulisses Correia e Silva falava no seu discurso de encerramento do debate na generalidade do OE’2023, após o presidente do PAICV e deputado, Rui Semedo, ter apontado um conjunto de propostas que o partido pretende ver espelhado no orçamento. Caso contrário, Rui Semedo disse que não irá viabilizar a proposta do OE.

“O PAICV prefere manchar a imagem externa de Cabo Verde com este tipo de tiradas que é extremamente grave”, afirmou o chefe do governo que acrescentou que a confiança na economia do país não deve ser colocada em causa com “afirmações ligeiras , não fundamentadas, não credíveis e com tiques de malvadez”.

O programa do FMI que é conhecido está no site do FMI e foi devidamente divulgado e os deputados do PAICV conhecem com certeza. Suporta as opções do governo para consolidação orçamental gradual, sustentabilidade da dívida pública e crescimento económico com coesão e inclusão social.

O mesmo considerou  “falso” que o OE’2023 foi elaborado com imposição do Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou que o programa desta organização já é de conhecimento de todos, visto estar destacado no  no site do FMI.

Relativamente às despesas do Estado, o presidente do governo sublinhou que o OE’2023 não é “despesista”, justificando que 50% da despesa do funcionamento do Estado são despesas com o pessoal, incluindo transferências para instituições.

Acrescentou que as despesas têm aumentado por causa do recrutamento de professores, médicos, enfermeiros, policiais, inspetores da PJ, agentes de serviços prisionais e outros agentes da administração pública.

Justificou ainda que têm aumentado, “porque resolvemos pendências que vêm desde 2008”, enumerando pendências de progressões, reclassificações, subsídios por não redução de carga horária, estatutos de carreiras de pessoal médico, de enfermeiros, da Polícia Nacional, Poicia Judiciária, agentes da segurança prisional diplomatas, oficiais de justiça.

“Tivemos que regularizar porque o estado é uma entidade de bem, deve cumprir os contratos e isso significou despesas e continua a significar despesas que durante vários anos o PAICV pôs calote aos funcionários públicos, não regularizando a situação”, afirmou.

Ulisses Correia e Silva alega que a oposição “refugia-se” em abordagens populistas contra a composição do governo, deslocações, viaturas e concluiu que o PAICV  tem “uma grande pobreza de argumentos”.

AC – Estagiária

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