Bombeiros e pessoal de limpeza realizam manifestação e ameaçam com greve ainda antes do final deste ano – SIACSA 

27/10/2022 19:06 - Modificado em 27/10/2022 19:06
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Trabalhadores da Câmara Municipal de São Vicente, afectos a protecção civil e ao saneamento, agastados com a “falta de diálogo, falta de respeito e preocupação com as condições de trabalho”, esta quinta-feira, como forma de mostrar a sua indignação com a situação, penduraram os uniformes de Bombeiros e as e os materiais de limpeza realizaram uma manifestação reivindicando os seus direitos.

A manifestação foi organizada pelo Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil, Serviços, Agricultura e Afins (SIACSA), que aponta como culpado da situação a edilidade mindelense, que não têm mostrado abertura para dialogar e resolver as questões que afectam os bombeiros e o pessoal de saneamento. A manifestação aconteceu esta quinta-feira, 27, com concentração na Praça Dom Luís.

Conforme Heidy Ganeto, nos Bombeiros Municipais de São Vicente a situação é gritante. “Estes profissionais estão a trabalhar sem folgas. Desde de 2012, estão sem promoção. E ainda temos os bombeiros que estão em casa à espera das suas reformas, porque a documentação ainda não foi analisada, faltando uma resposta da câmara”, avançou.

O sindicalista diz que estão a trabalhar sem materiais. “Viaturas velhas, fardamentos. Quanto ao número de efectivos, o Estatuto dos Bombeiros fixa em 25 o total de efectivos nas cidades da Praia, Mindelo e na ilha do Sal. Acontece que ainda em São Vicente temos apenas 11 bombeiros efectivos, que é um número irrisório para a população de São Vicente, que possui mais de 80 mil habitantes”, evidenciou Ganeto, que defende a classe das críticas diárias que recebem.

“A população não sabe que, os bombeiros, fazem milagres com o pouco que possuem e pelo número que são. Apontam o dedo ao local errado”, apontou este sindicalista que aponta as baterias para a autarquia local. “Às vezes por turno trabalham com dois a três bombeiros e saem em diligências e o quartel fica sem bombeiros”.

Diz que a manifestação foi agendada porque após várias tentativas de se reunir com a CMSV, de diferentes formas, nunca responderam. “Após obtiveram resposta quando o caso foi denunciado pela comunicação social, e agendaram logo um encontro. Mas tal não foi possível”.

Em relação aos funcionários do Saneamento da CMSV aderiram a causa denunciando perseguição de capatazes, que não respeita as funcionárias de limpeza. “O responsável não quer saber do trabalho que fazem. Está preocupado em assediá-las moralmente, cortar o tempo de trabalho durante o dia e no final do mês, são penalizadas no salário”.

Exigem ainda material de trabalho, como calçados, luvas, tendo em conta que trabalham com lixo.

Em relação a resultados práticos, espera que o presidente possa colocar as mãos na consciência, para que juntos, com o sindicato, possam encontrar uma solução para os problemas destas duas classes.

Caso contrário, ameaça com uma possível greve antes do fim do ano. “Se os bombeiros e saneamento entrarem em greve a ilha fica um caos”, realçou o representante dos trabalhadores.

EC

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