Parlamento: Hungria vai fornecer duas centrais de dessalinização a Cabo Verde – PM

26/10/2022 23:27 - Modificado em 26/10/2022 23:27
| Comentários fechados em Parlamento: Hungria vai fornecer duas centrais de dessalinização a Cabo Verde – PM

No âmbito de uma linha de crédito de 35 milhões de euros, a Hungria vai fornecer à Cabo Verde duas centrais  de  dessalinização,  para mobilização de  água ao setor agrícola cabo-verdiano.  A informação foi avançada no  parlamento  pelo  primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva durante abertura do debate mensal na Assembleia Nacional, na Praia, neste caso dedicado ao “Desenvolvimento Rural”.

“Para ainda este ano está previsto o embarque para Cabo Verde de duas dessalinizadoras, enquadradas na linha de crédito da Hungria, de 35 milhões de euros, como é sabido, seguindo-se os restantes investimentos”, afirmou o chefe do Governo.

Este linha de crédito de 35 milhões de euros do Eximbank Hungary, banco estatal húngaro que fomenta as exportações e importações do país europeu, que visa mobilizar água para o setor agrícola cabo-verdiano, envolvendo empreitadas em condutas adutoras, numa primeira fase, e depois na modernização das maiores estações de tratamento de água do arquipélago – entre outros investimentos -, num contexto de períodos de secas cíclicas que Cabo Verde tem enfrentado, como nos últimos quatro anos.

Ulisses Correia e Silva assegura que o governo investiu e vai continuar a investir na “resiliência”, com particular incidência nas zonas rurais.

De acordo com Ulisses Correia e Silva, entre outros investimentos, o projeto da Bacia Hidrográfica de São João Batista, em Ribeira Grande de Santiago, de 15 milhões dólares, “está em fase de preparação do concurso” e na estratégia de água, os incentivos fiscais e financeiros para massificação da água gota a gota são para continuar.

“Várias localidades foram desencravadas com impacto positivo na atividade agrícola, turística, no acesso a mercados e mobilidade de pessoas. Várias obras estão em execução”, disse ainda.

O chefe do executivo reconheceu que “as crises económicas, sociais e ambientais” que têm afetado o arquipélago impactaram “na quebra do crescimento económico, no emprego, no rendimento, na segurança alimentar e na pobreza”.

Contudo, insistiu na prioridade à “estratégia de água assente na diversificação de fontes de irrigação”, mas também na “aceleração da transição energética, expansão de projetos hidroagrícolas integrados, melhoria de acessibilidades através de desencravamentos e mobilidade para pessoas e mercadorias, entre outros.

Defendeu a necessidade de “eliminação da pobreza extrema e redução da pobreza absoluta” através da “estratégia de desenvolvimento local e regional orientada para a coesão territorial e coesão social” e no “aumento da capacidade de resposta do país a situações de emergência relacionadas com a ação climática e com fenómenos meteorológicos extremos”.

“Estas são as nossas opções para que o desenvolvimento rural seja sustentável. Não nos limitamos a ver o campo como espaços de pobreza e do ‘coitadismo’. É preciso ambição e sentido do futuro”, enfatizou.

AC

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.