Cabo Verde e Guiné-Bissau têm de ter transportes aéreos e marítimos entre países – JMN

24/10/2022 00:19 - Modificado em 24/10/2022 00:19
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O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, que se encontra em visita oficial à Guiné-Bissau, defendeu neste dia 23 um trabalho conjunto com os guineenses para desenvolver os transportes marítimos e aéreos entre os dois países.

O chefe de Estado cabo-verdiano falava aos jornalistas no final de uma visita a uma fábrica de processamento de castanha de caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, que pertence a um dos maiores grupos empresariais do país, o Comercial Santy.

“Nós ontem falávamos com o senhor primeiro-ministro no sentido de se garantir mais mobilidade de pessoas e bens entre os dois países e, para isso, uma questão também muito discutida com o senhor Presidente é a questão dos transportes – as ligações aéreas e marítimas entre os dois países”, afirmou aos jornalistas, quando questionado sobre o interesse da Guiné-Bissau para os empresários cabo-verdianos.

“Mas, temos de pôr os empresários a conversarem entre si e temos de fazer todo um trabalho comum no sentido de ter os transportes aéreos e marítimos entre a Guiné-Bissau e Cabo Verde”, disse.

O Presidente cabo-verdiano salientou também que o que se faz na “Guiné e as potencialidades que tem nos mais diferentes domínios interessam e muito a Cabo Verde e com certeza aos empresários cabo-verdianos”.

Sobre a visita à fábrica de processamento de caju, José Maria Neves considerou que estes são “investimentos privados importantes”, que permitem à Guiné-Bissau competir no “mercado internacional” e permitem a criação de emprego e a melhoria das condições de vidas dos guineenses.

O presidente do conselho de administração do grupo Santy em Bissau, Santiago Hanna, disse que a fábrica tem capacidade de processar anualmente 10 mil toneladas de caju e de exportar oito contentores por mês.

“Conseguimos fazer oito contentores por mês, mas os barcos não chegam com a assiduidade que existia. Estamos a 14 dias da União Europeia e a menos de um mês dos Estados Unidos, mas o problema é a assiduidade dos barcos. Esta vantagem perde-se se não há barcos para exportação e há a questão dos preços internacionais que provocou um aumento dos preços dos contentores”, salientou.

Aos empresários interessados no mercado guineense, Santiago Hanna disse que só é preciso coragem porque na Guiné-Bissau há “gente para trabalhar”, há “riquezas para exportar, para desenvolver” e “muita coisa para se fazer”.

O Presidente de Cabo Verde termina hoje uma visita de três dias à Guiné-Bissau com encontros com os três maiores partidos políticos do país, nomeadamente o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) e o Partido de Renovação Social.

Durante a sua estada em Bissau, José Maria Neves teve encontros com o seu homólogo guineense, Umaro Sissoco Embaló, com quem visitou no sábado as obras de reabilitação das vias rodoviárias da cidade, e o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam.

Lusa

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