Portugal e Cabo Verde querem recrutamento de trabalhadores sem abusos ou exploração

19/10/2022 23:03 - Modificado em 19/10/2022 23:04
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Governos dos dois países querem centrar processos de recrutamento nos respetivos institutos de emprego. Cabo Verde quer ainda um acordo com Portugal para proteger trabalhadores que emigrem.

Pelo menos 35 empresas portuguesas manifestaram interesse em recrutar trabalhadores em Cabo Verde, mas os governos dos dois países querem centrar a condução desses processos nos respetivos institutos de emprego para evitar redes, abusos ou exploração em Portugal.

O ministro de Estado e ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio, que é também titular da pasta do Trabalho, que assinou o memorando de entendimento com o Governo português, classificou tratar-se de um momento para “ganhar o futuro” entre os dois países.

“Hoje, o acordo de mobilidade já assinado e com a materialização deste ato, estamos efetivamente a construir a CPLP dos cidadãos e uma relação ainda mais forte, muito mais coesa, entre Portugal e Cabo Verde.

E o facto de os dois países verem que a legislação já permite aos cidadãos circularem livremente, mas os dois países têm a preocupação de assinar um memorando de entendimento para evitar que haja alguém que caia no conto do vigário, para evitar que haja exploração da mão de obra, para evitar que haja o não cumprimento da legislação é sinal claro de uma grande amizade entre os dois povos e entre os dois países”, sublinhou Fernando Elísio.

Da parte do Governo português a preocupação é a simplificação do processo para garantir que não há redes, que muitas vezes até tiram vantagem de processos difíceis.

“E, portanto, isso acabou, não há. É mesmo simplificar, porque quanto mais simples são os processos mais estamos a promover a transparência e a mobilidade feita de uma forma simples, mas também a garantir que a salvaguarda dos direitos das pessoas que estejam em situação de mobilidade”, afirmou Ana Mendes Godinho.

Os governos cabo-verdiano e português assinaram esta manhã, 19 de Outubro, na Praia, um memorando de entendimento sobre Mobilidade Laboral, numa altura em que se multiplicam ações de recrutamento de empresas portuguesas no arquipélago, para vagas em áreas como hotelaria, restauração ou motoristas, com milhares de candidatos cabo-verdianos a comparecerem a entrevistas para algumas dezenas de vagas, na sequência da alteração da ratificação do acordo de mobilidade da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da alteração da lei de vistos em Portugal.

NN/Lusa

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