Cabo Verde tem que honrar o seu compromisso com a CEDEAO: Pagar a dívida de 32 milhões de euros – Orlando Dias

19/10/2022 15:23 - Modificado em 19/10/2022 15:24
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A dívida de Cabo Verde para com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), pelas palavras do seu vice-presidente do Parlamento, Orlando Dias, ascende aos 32 milhões de euros referente à taxa comunitária que precisa ser paga. Esta dívida se arrasta “há muitos anos, 15 ou 20 anos”.

Orlando Dias fez estas declarações aos jornalistas à saída do encontro que a delegação de Cabo Verde no Parlamento da CEDEAO manteve com o Presidente da República, José Maria Neves, com vista a abordarem formas de reforçar a integração de Cabo Verde nesta organização sub-regional.

Segundo aquele deputado da Nação, eleito pelo Parlamento da CEDEAO, o reforço da integração de Cabo Verde na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental passa pelo cumprimento da dívida, ou seja, do pagamento da taxa comunitária que arrasta “há muitos anos, 15 ou 20 anos”.

“Viemos aqui ter um encontro com o Presidente da República para fundamentalmente analisarmos as questões ligadas ao reforço da nossa integração na CEDEAO, integração económica, política, mas a questão do fundo é o não cumprimento de Cabo verde em relação ao pagamento da taxa comunitária, Cabo Verde tem uma dívida avultada em cerca de 32 milhões de euros [3,5 milhões de contos]”, afirmou o parlamentar.

Os deputados de Cabo Verde no parlamento da CEDEAO, acrescentou, têm todo o interesse em contribuir com outras instituições do país no sentido de resolver esta questão, de pelo menos Cabo Verde começar a quitar a partir de agora o débito.

“Como sabem, há um desconto que se faz de 0,5 por cento (%) nas taxas de importação que deve ser encaminhado para a CEDEAO, e Cabo Verde não tem feito isso, tem utilizado esses recursos para outros fins, o que não é muito bom”, sublinhou Orlando Dias.

O parlamentar defendeu, por isso, que Cabo Verde tem, a partir de agora, de honrar este compromisso para com a CEDEAO, enquanto “Estado respeitado”, para que se possa estar cada vez mais e melhor integrado naquela comunidade, o que trará benefícios para o país.

“Tivemos um encontro com o ministro da Integração [Regional], agora com a sua excelência o Presidente da República, e pensam que temos que começar a pagar, e brevemente vamos ter um encontro com o ministro das Finanças porque queremos contribuir em ajudar Cabo Verde a cumprir esse compromisso de pagamento da taxa comunitária”, reforçou.

Orlando Dias salientou ainda que a delegação não se sente “muito bem” na participação nas reuniões da CEDEAO, com diferentes instituições, porque Cabo Verde está em dívida.

Frisou ainda que a organização sub-regional tem sido “muito flexível” com Cabo Verde e já propôs várias vezes ao país que faça um plano de pagamentos, um plano “flexível” que possa pagar.

NN/Inforpress

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