Instrumento musical monocórdico mais antigo em Cabo Verde elevado à categoria de património Cultural Imaterial Nacional

19/10/2022 15:19 - Modificado em 19/10/2022 15:19
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Este instrumento musical chama-se Cimboa que é também considerado  a alma do povo cabo-verdiano e acaba de ser elevado à categoria de património Cultural Imaterial Nacional através da Portaria número 50/2022 de 18 de outubro.

Segundo nota do governo de Cabo Verde, a sua elevação a Património Cultural Imaterial de Salvaguarda Urgente é “um passo importante para a continuação da sua salvaguarda e valorização”.

O processo de “resgate” do Cimboa através de várias iniciativas foi levado a cabo pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, sob a coordenação do Instituto do Património Cultural (IPC).

“O Governo de Cabo Verde tem trabalhado no resgate e na recuperação do património cultural imaterial, conferindo uma nova centralidade, colocando-o, novamente, na convivência e no dia-a-dia dos cabo-verdianos”, refere o documento.

Este antigo instrumento já carece de tocadores e fabricantes, de acordo com a nota enviada à nossa redação. A título de exemplo mencionou o mais velho tocador e fabricante Tomás Mendes Cabral, mcp Nhu Eugenio Mendi, de 83 anos de idade, nascido a 3 de fevereiro de 1936, em Chão de Junco, que se interessou pela cimboa e aprendeu a fazê-la com o já falecido Sr. Amâncio Borges, mais conhecido por Toi di Palu, da localidade vizinha, Mato Brasil.

“Preservação da memória da cimboa” foi um projeto que em 2011 foi promovido pelo IPC visando a salvaguarda do instrumento nos concelhos referidos onde havia tocadores e fabricantes ativos.

Em 2022 foi possível realizar o inventário deste bem, tendo-se chegado à conclusão da necessidade da sua salvaguarda urgente, tendo como medidas de salvaguarda urgente ações de capacitação em confecção e execução musical agendados para o decorrer dos anos 2022/2023, além da criação do centro interpretativo da cimboa, enquanto componentes do plano de salvaguarda urgente do bem.

AC

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