Clube Hipico do Mindelo acusa Câmara de São Vicente de vender parte da sua propriedade

17/10/2022 23:18 - Modificado em 17/10/2022 23:19
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O Clube Hipico do Mindelo acusou esta segunda-feira, 17 de Outubro, a Câmara Municipal de São Vicente de vender 13 mil metros quadrados da sua propriedade a um vizinho. A informação foi avançada pela direcção do Clube, que afirma que a alegada venda foi descoberta na sequência de um processo que decorre na edilidade mindelense desde de 2007.

E que a questão que enfrentam neste momento é, a possibilidade de São Vicente perder esta estrutura desportiva.

“Na possibilidade de podermos perder esta estrutura desportiva, devido a falta de dialogo com a CMSV, para podermos regularizar a nossa situação perante a mesma, a fim de alienarmos parte dos nossos terrenos para pagar uma divida antiga, que desde de 1994/95 se tem vidno a arrastar nos nossos tribunais, acumulando como é óbvio, juros que neste momento, para o nosso azar, são maiores do que a quantia inicialmente devida”, começou por explicar Filomena Rodrigues.

Na sequência diz que em 2007, solicitaram a autarquia um processo de documentação em vista a essa regularização pendente no Paços do Concelho e que não tem tido a devida resposta e resolução.

Uma situação que acontece, segundo a mesma devido a “uma discrepância nos documentos de suporte”, em que o registo Predial atualizada dá uma area de 23 mil m² (metros quadrados e a CMSV, alega “começou a nos dar uma planta de localização com apenas 10 m². Ou seja, uma falta de mais da metade do terreno da propriedade.

E que ao fim de anos de ocupação, por alegada venda pela CMSV em 2005 de uma parte desses 13 m² que falta ao Clupe Hipico do Mindelo, diz que o vizinho conseguiu em Dezembro de 2021, a certidão predial e matriarcal do terreno.

Para tentar solucionar o problema, Filomena Rodrigues garante ter solicitado, por diversas vezes uma audiencia com o presidente da câmara, mas até agora, embora tenham sido muitas as insistencias, não conseguiram nada.

Por isso, diz que, o descaso mostrado por este processo, leva-os a sentirem-se defraudados, injustiçados e sem as devidas respostas e soluções pelas instituições competentes, como é o caso da CMSV e da justiça.

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