Beti Sequeira: “A minha conexão com  o mar é para a eternidade. Natação hoje e sempre”

12/10/2022 01:27 - Modificado em 12/10/2022 01:31

A desportista Beti Sequeira, de 38 anos, é natural do Município de Tarrafal de São Nicolau, mas reside em São Vicente há 11 anos e sente que a natação veio para ficar.

Com um percurso de vida voltado para o desporto, sente a necessidade de repassar o seu conhecimento sobre tudo aquilo que aprendeu com natação e outras modalidades que disse terem definido a sua forma de viver.

Com cinco irmãos e mais duas irmãs, Beti Sequeira começou a se sentir atraída por modalidades quando sentiu a necessidade e o desejo de estar constante a nadar, jogar bola e correr na sua infância.

Nada a poderia parar. As travessuras na sua infância tornaram rotinas quando puxadas pelos próprios irmãos e amigos a praticar futebol, futsal, atletismo e natação e hoje se considera uma amante do desporto.

A ligação com o mar veio de família, quando o pai era pescador e que foi atraído pela atividade do progenitor que o ensinava as práticas desta atividade, desde as amarrações, a feitura das cordas, entre outras atividades.

Já a mãe dizia que praticar desporto era coisa de rapazes. Ainda naquela idade ninguém parava a sua sede por desporto, ia sempre contra as regras e desafiava as regras dos pais.

“As travessuras eram constantes para poder jogar com os meus irmãos. Com uma mãe rigorosa, eu arranjava estratégias para satisfazer o desejo de jogar bola”, contou.

Beti sequeira está em São Vicente desde 2011, onde o objetivo era estudar. Hoje licenciada em Educação Física concluiu que a natação chegou para ficar.

Por isso sempre que possível participa em competições mas já não anseia ir para grandes eventos desta modalidade.

“Neste momento, o meu objetivo não é competir mas sim ensinar, é repassar aquilo que aprendi durante toda a minha vida no desporto, o impacto que o desporto teve na minha vida, para outras pessoas e ajudar a melhorar a qualidade de vida dessas mesmas pessoas”, afirmou.

Relativamente à sua participação na 8ª edição da Volta Djêu que aconteceu no último sábado, 8, Beti Sequeira acredita que esta travessia significa “superação”. “É uma forma de superar, de levantar a autoestima, é sentir que é capaz. Acho também que é sinal de persistencia”, explicou.

A mesma compara esta travessia com a vida, onde é imperativo haver “persistência, dedicação, disciplina e luta” por aquilo que se quer.

Por mais difícil que seja, para Sequeira, o importante é nunca desistir e estar mentalmente forte para chegar ao Djêu.

A oitava edição da Volta Djeu aconteceu no último sábado e foi disputada por 14 atletas das ilhas de S. Vicente, Sal, Boa Vista e S. Nicolau, sendo 3 do sexo feminino.

A prova feminina foi conquistada por Beti Sequeira, com 3 horas, 10 minutos e 34 segundos, seguida de Débora Roberto (3h, 14 mn e 2 segundos) e Elisabete Delgado (3h, 14 mn e 27 segundos).

A atleta lamentou o fato de haver “fraca” participação de mulheres no evento, e de uma forma geral na natação. 

“Acho que as mulheres têm visto a natação como um desporto difícil, porque é preciso muito tempo para aprender as técnicas. Para mim é um desporto  de paciência, já que leva um pouco de tempo”, finalizou.

AC – Estagiária

  1. Além de parabenizar Beti Sequeira pela sua última vitória, quero reforça a beleza de espírito desta guerreira.

    Beti é Líder Sênior na Manthano Universidade da Vida, organização a qual presido, e posso atestar que ela está cada vez mais Protagonista da sua Própria História, Guardiã da sua Alma e Capitã do seu Barco.

    É um modelo de jovem a ser imitado. Quem se junta à ela, só cresce e deslancha na vida.

    É um privilégio poder fazer parte da equipe Manthano e tê-la como parceira!!!

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