CEMFA anuncia a aquisição de um meio aéreo para a Esquadrilha da Guarda Costeira

12/10/2022 01:09 - Modificado em 12/10/2022 01:09
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O Chefe de Estado do Maior das Forças Armada de Cabo Verde, CEMFA, o Contra Almirante António Monteiro Graça, garantiu que encontra-se em estado avançado o processo de aquisição de um meio aéreo para a Esquadrilha Aérea que irá revitalizar a mesma, aumentando significativamente a capacidade de resposta nos vários domínios.

Na mesma senda, avançou que dando sequência ao cumprimento do plano estratégico de desenvolvimento da Guarda Costeira, destaca o projeto de deslocalização de um meio naval da Guarda Costeira, a ser colocado na ilha Brava que terá como próximo passo a colocação de um destacamento militar na referida ilha, aumentando a capacidade de resposta das Forças Armadas de forma mais eficaz na região sudoeste do país em matéria de fiscalização marítima e costeira, missões de busca e salvamento, apoio às atividadesde proteção civil, missões de evacuações medicas, entre outras, em que as circunstancias assim o exigem.

A informação foi avançada na cerimónia que se assinala o vigésimo nono (29) aniversário da Guarda Costeira, mais concretamente o aniversário do patrono da instituição militar, o Contra Almirante António Monteiro, exaltou o distinto comandante Eduardo Silva Santos, um dos “exímios combatentes da liberdade da Pátria”.

António Duarte Monteiro, que falava hoje na cerimónia de comemoração do 29º aniversário da Guarda Costeira, no Mindelo, admitiu que a situação operacional dos meios navais é “delicada” exigindo intervenções de fundo que “não coadunam com medidas mitigadoras”, mas sim com passos que permitam o engendramento de soluções “devidamente planeadas”, com vista a assegurar a “operacionalidade permanente e sustentável dos mesmos”.

“Assim, instigo a todo o efectivo e, mormente, ao comandante a desenvolver planos e directrizes em alinhamento com a directiva já por mim emitida, que realmente possam contribuir para a resolução dos problemas actualmente enfrentados”, aconselhou.

Em relação aos meios operacionais, António Duarte Monteiro, disse ser “necessário e prioritário” que se altere o ‘modus operandi elegendo prioridades estruturantes, acompanhadas de propostas de soluções devidamente reflectidas, estudadas, quantificadas e exequíveis, que, sendo adequadas encontrarão todo o suporte do Estado-maior na criação de condições para a sua materialização.

Neste sentido, diz que a acção do comando da Guarda Costeira deve assentar-se em três pilares fundamentais, sendo o primeiro a criação de “capacidade endógena” a nível de todos os comandos e serviços, no que tange à manutenção dos meios e demais áreas técnicas indispensáveis.C

Como outros pilares, o chefe do Estado-Maior elegeu a elaboração de programas de manutenção planeadas de meios e cumprimento das mesmas de forma faseada, e, em terceiro lugar, o treino operacional constante “de modo que todo o efectivo esteja pronto, a todo tempo, para cumprir as suas missões de forma eficiente e eficaz”. 

O novo comandante da Guarda Costeira, Armindo da Graça, que assumiu o cargo agora em Setembro, assegurou, entretanto, olhar pra o futuro com “confiança e determinação”.

“Para que essa determinação seja realidade, primeiro há que proceder a operacionalização de alguns meios que, infelizmente, se encontram há algum tempo inoperacionais”, considerou a mesma fonte, para quem a operacionalização dos meios constitui um dos “desafios primordiais” para a actualdirecção das Forças Armadas.

Daí, que, garantiu, vai-se criar uma comissão para a análise das avarias de cada meio naval, quantificar as necessidades financeiras e estabelecer prioridades para a tal operacionalização e, posteriormente, estabelecer um programa de manutenção.

“O estudo, devidamente fundamentado, será posteriormente submetido ao escalão superior para que se tenha a noção clara do montante que se deve inscrever nos orçamentos, tanto para manutenção como para operação”, explicou o comandante, afiançando que só assim se terá uma Guarda Costeira “deveras pronta e ao serviço de Cabo Verde”.

Armindo da Graça entende que sem os meios financeiros não será possível, “apesar da vontade em sempre fazer bem, ter os meios operacionais e cumprir com as missões atribuídas”.

A cerimónia que assinalou os 29 anos da Guarda Costeira e realizada no comando da instituição, em São Pedro, foi acompanhada ainda pelo presidente da Câmara Municipal de São Vicente, pelo comandante da Primeira Região Militar, pelo ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, e várias outras entidades e militares.

NN/Inforpress

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