São Vicente: Desportista Amílcar Barbosa pede política para incentivar prática dos desportos náuticos

9/10/2022 23:08 - Modificado em 9/10/2022 23:08
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O desportista Amilcar Barbosa (Tchisca) defendeu hoje, em entrevista à Inforpress, que as autoridades nacionais devem criar políticas para incentivar a prática dos desportos náuticos em São Vicente e aproveitar a energia da juventude para criar campeões.

Para Tchisca, como é conhecido em São Vicente, ilha onde tem praticado e dinamizado várias modalidades do desporto náutico, Cabo Verde dará uns passos gigantes para aproveitar a energia da juventude para fazer coisas boas.

E uma dessas coisas boas, afirmou, é criar políticas para incentivar a prática do desporto náutico, sobretudo em São Vicente, onde tem condições naturais e alguma infra-estrutura caso do Clube Náutico que deveria servir de apoio para essa prática desportiva.

“Em São Vicente temos os rapazes de bodyboard e os que fazem windsurf, a quem lhes tiro o chapéu, o resto é só conversa. Temos um Clube Náutico e tínhamos que ter uma dinâmica, apoio e uma fiscalização e as autoridades tinham de trabalhar para que o Clube Náutico desenvolvesse e criasse parcerias com os Açores, a Madeira, as Canárias e fazer competições internacionais”, sustentou.

O desportista, de 70 anos, e que vive em São Vicente desde os 12 anos, disse que quando chegou à ilha em termos de prática do desporto em geral tinham pessoas que faziam hóquei patins, salto em comprimento, salto em altura, lançamento de disco, de vara e de peso entre outras modalidades, mas deram mais valor ao futebol.

“Sempre defendi que equipas ou as direcções dos clubes de futebol deveriam estender as suas actividades em horizontal para abranger outros desportos. A nível de desporto náutico é triste ver que nós tínhamos um Clube Náutico, que fica praticamente a seis metros do mar e deixamo-lo afundar. Ele já tem anos num marasmo com o nome de Clube Náutico na porta que é tudo mentira”, criticou.

Segundo o desportista, enquanto isso as autoridades têm realizado eventos ligados ao mar em que falam dos desportos náuticos apenas por “show porque quando se olha para a realidade muito pouco é feito nesta área”.

“Temos uma ilha rodeada de água e se formos ver a percentagem de gente ligada ao mar, que sabe nadar, que desembaraça em actividades náuticas é uma minoria. Eu pratiquei pesca submarina durante 27 anos, fiz windsurf uma data de anos e toda a vez que vejo uma actividade que me chama a atenção eu vou experimentar, não para ser bom ou ser um astro, mas para ver a dificuldade que os outros passam naquela actividade”, assegurou a mesma fonte, para quem foi através dessa curiosidade que aprendeu “windsurf, de kitesurf, parapente e outras modalidades entre sucessos e percalços”.

No seu entender, é um “contra senso” as autoridades falarem na televisão, nas rádios e noutros meios de comunicação que o desporto é bom para saúde, que é um meio para tirar a juventude hábitos errados, mas “em vez de incentivarem penalizam o desporto”.

Inforpress

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