Carla Carraro: Licenciada em jornalismo, mas a sua paixão são as plantas

2/10/2022 22:40 - Modificado em 2/10/2022 22:41
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A jovem sanvicentina Carla Carraro, nunca quis ser jornalista e apesar de ser licenciada, a sua paixão tem sido outra, já que o meio onde nasceu e cresceu foi sempre rodeada de plantas, principalmente numa moradia dos pais em Madeiral. O gosto em cuidar das plantas, foi uma oportunidade para criar o próprio negócio e gerar algum rendimento.  

Apesar do gosto pela leitura, pela escrita,  pela pesquisa, o jornalismo nunca foi uma paixão para Carla Carraro, mas sim, somente uma oportunidade que teve em ir licenciar no Brasil e regressou à Cabo Verde em 2009.

“A falta de orientação dificultou o que eu queria ser. O jornalismo foi uma oportunidade que surgiu para estudar no Brasil. Eu nunca pensei em ser jornalista. Não era algo que eu queria ser”, desabafou.  

O único contacto mais próximo que diz ter com a área de jornalismo foi num estágio, que conseguiu fazer num órgão de comunicação social público em 2009, ano do término da licenciatura. Entre idas e vindas do Brasil, decidiu em 2013 se fixar em Cabo Verde com a sua família.

Em épocas irregulares de chuva, os poços da zona de Madeiral quase nem água tinham. Uma situação que deixou Carla Carraro “desesperada” e decidiu que algo tinha de fazer.

A partir de 2013, a jovem e a sua família começaram a explorar as hortas do pai e a produzir muitos produtos agrícolas. Os poços, mais uma vez, já não tinham mais água, após as chuvas fortes de 2009, tal como lembrou.  

A mesma continuou a insistir, desta vez com mais foco nas plantas ornamentais, criando mais tarde o Coração Verde em 2017, nome do seu negócio de venda de plantas.

Mais tarde com a pandemia de 2020, foi obrigada a repensar o seu negócio de venda de plantas, uma atividade que veio a ser praticada por várias pessoas, principalmente na pandemia e Carraro pensou em algo diferente.

Para além da venda de plantas começou a vender terra. Mas não era qualquer terra. Uma que adicionou ingredientes importantes. “Desenvolvi uma receita de terra e comecei a vende-la”, disse a jovem empreendedora que preferiu não mencionar os segredos da “terra especial” que vende em saquinhos.  

Agregou recentemente a sua atividade o serviço de consultoria ao domicílio, onde terá a oportunidade de cuidar das plantas dos seus clientes, através do método de observação, com o objetivo de detetar os problemas dos jardins, arranjar soluções e cuidar delas.    

A jovem dedica um dia de semana (todas as sextas-feiras) para expor as suas plantas na Praça Estrela e o restante da semana é programada para contactos com os seus clientes fixos e pontuais.

Na sua página de uma rede social tenta conscientizar as pessoas sobre meio ambiente, sobre questões ecológicas, formas de cultivo de forma mais natural, além de informações sobre plantas alimentícias. Tudo isso, assegurou, tem sido feito através de várias pesquisas, o que de uma certa forma acaba por colocar um pouco do seu conhecimento sobre jornalismo em prática.  

“Estar em contacto com a natureza, com as plantas é o meu mundo. Gosto de observar a natureza se manifestando, observando insetos, flores, faço experimentos, preparo adubos ou seja observo todo o estágio”, afirmou.

Se fosse naquela época,  Carla Carraro afirmou que escolheria se licenciar em botânica ou engenharia ambiental, mas por enquanto disse não preferir estar num banco da universidade.

“Não é que eu seja uma pessoa descrente de sistema, mas não faço questão de fazer parte do sistema pela forma que se apresenta”, finalizou.  

AC – Estagiária


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