São Vicente: Tudo a postos para o arranque da 5ª edição do festival Oiá

30/09/2022 20:27 - Modificado em 30/09/2022 20:28
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O Festival Oiá 2022 arranca esta sexta-feira, no Mindelo e conforme os promotores serão 10 dias de exibições, de pelo menos, trinta filmes, para além de workshops, palestras, exposições, música, entre outras atividades programadas para o centro da cidade e bairros periféricos.

O sócio-gerente do festival Ednilson Almeida, “Tambla”, falava em conferência de imprensa do lançamento do Festival Oiá 2022, que se realizou esta sexta-feira no Pontão da Marina, no Mindelo.

Conforme este promotor foi um trabalho de equipa e de outras pessoas envolvidas no projeto dentro e fora de São Vicente, dentro e fora de Cabo Verde, e que permitiu ao grupo ter um Oiá “diferenciador” não só para o festival, mas também para o setor do cinema e audiovisual em si.

“Tambla” engrandeceu a participação ativa de muitos jovens neste setor, para além de muitas empresas que entraram no mercado como uma “mais-valia” para esta que considera ser “economias criativa”.

“Procuramos parcerias estruturantes para realizar o Oia, nomeadamente para fazer formações…e temos este ano, pela primeira vez, a envolvência do Ministério da Cultura que assumiu a continuidade deste projeto também no próximo ano”, salientou.

Para este promotor está edição no programa Oiá Baía, é muito daquilo que considera ser “um golpe terrível” (pandemia) no setor das áreas criativas, onde as pessoas deste setor sofreram e ainda estão a recuperar.

Até ao final deste ano, o grupo espera 2 ou 3 novas produções que já estão marcadas para acontecerem em São Vicente. “Esperamos que neste momento de viragem de cinema em Cabo Verde”, destacou.

Muitas atividades, na sequência deste festival, vão ser realizadas em bairros com programa de plantação de árvores e também outros projetos ambientais e formações, para além de exibição de filmes.

No centro da cidade está programada uma intervenção urbana na Praça Dom Luís e um coletivo de artistas que acontece na praça Nhô Roque. Para a Praça Dom Luís, o mesmo avançou que estão a propor algo novo que é uma forma de reivindicar, em forma de “provocação”, uma sala de cinema para a cidade.

Em termos do cartaz, haverá estreias internacionais, pré-estreia nacional, com filmes de Angola, Guiné-Bissau, brasil, filmes portugueses sobre a comunidade cabo-verdiana em Portugal, curtas-metragens nacionais de Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Praia.

São cerca de 30 filmes internacionais e nacionais que vão ser exibidos de hoje, 30, até 9 de outubro. Nestes primeiros 4 dias (30 de setembro a 3 de outubro) os filmes serão exibidos nos bairros e de 4 a 9 de outubro na Baía do Porto Grande.

As zonas incluídas neste festival são Ribeira Craquinha, São Pedro, Alto Bomba em Monte Sossego, Pedra Rolada, Fonte Inês e Cruz João Évora.

As formações ainda vão decorrer com formadores nacionais e internacionais, visto que ainda houve muita procura, de acordo com Tambla Almeida.

AC – Estagiária

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