São Vicente/PCA da Transcor confirma a saída de 30 funcionários: “A empresa foi prejudicada”

29/09/2022 22:48 - Modificado em 29/09/2022 22:49
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O presidente do Conselho de Administração (PCA) da Transcor SV, Luís Gonzaga Fortes, confirmou ao Notícias do Norte que são 30 os funcionários que saíram da empresa, conforme havíamos avançado anteriormente, sendo 29 condutores e um revisor. Uma saída repentina que disse ter provocado constrangimentos e que a lei laboral não salvaguardou os interesses da empresa.

“O único problema que tivemos em todo o processo foi a forma como os condutores comunicaram a empresa”, avançou o empresário que acredita que os condutores receberam uma comunicação de que eles teriam que viajar e na quarta-feira, 25 funcionários dirigiram-se a empresa (os restantes já tinham informado com antecedência) para entregarem o documento de rescisão e neste mesmo dia saíram da Transcor.

Situação que considerou ser o “único inconveniente”, terem avisado a empresa em cima da hora. Luís Gonzaga explicou a este online que, se eles tivessem avisado e entregado os documentos à empresa com antecedência, a Transcor teria a capacidade de preparar todos os novos condutores, metendo-os nas linhas e darem continuidade ao trabalho sem nenhum constrangimento.

“Fomos obrigados a fazer teste de condução, metendo condutores nas linhas praticamente sem nenhuma formação. Temos condutores da ilha de Santo Antão que não conhecem São Vicente”, indicou.

O mesmo acredita que foram constrangimentos criados por causa do prazo que não foi cumprido porque tinha que avisar a empresa com, no mínimo, dois meses de antecedência que iam sair, mesmo que o contrato com a empresa fosse por tempo indeterminado.

“Mas também a falha não foi somente deles, porque receberam a comunicação que iam viajar e, logo, recorreram à empresa para avisar da saída”, disse.

Relativamente aos atrasos dos autocarros, o PCA pede compreensão de todos os utentes, quanto a este constrangimento que abalou os serviços da empresa em curto espaço de tempo, sem que houvesse uma devida preparação.

“Como é que iríamos conseguir fazer um trabalho de qualidade para colmatar tudo isso?”. Não íamos conseguir”, assegurou.

Este responsável avançou ainda que todas as linhas foram afetadas, porque, justificou, em todas elas entraram novos condutores, provocando assim os constantes atrasos.

“Acredito que dentro de uma semana vão estar aptos para fazer o serviço sem nenhum problema”, assegurou.

É neste sentido que Luís Gonzaga Fortes pede que a lei laboral seja revista, “porque a empresa ficou prejudicada”, e que deveriam ser havidos atempadamente. Algo que não foi executado que  trouxe “prejuízos” para a empresa.

“A lei laboral não nos dá nenhuma garantia neste aspeto. Não salvaguarda os interesses da empresa”, acrescentou.

Apesar dos constrangimentos, o PCA da Transcor SV desejou sucesso e prosperidade a estes que durante alguns anos estiveram ao serviço da empresa. “Nós temos que os incentivar a procurar uma vida melhor, a correrem atrás dos seus sonhos. Ficamos extremamente satisfeitos. Eles conseguiram uma experiência nos nossos serviços nesta área, o que nos deixa um pouco orgulhosos em relação a isso”, finalizou.

Recorde-se que no passado dia 10 de Setembro, a empresa Carris Metropolitana, operadora de transporte rodoviário da área metropolitana de Lisboa, anunciou que está a recorrer ao mercado cabo-verdiano por falta de mão-de-obra.

Ultimamente uma outra empresa portuguesa, a Auto Viação Feirense (AVF), também recorreu ao nosso país para recrutar motoristas de autocarro na cidade da Praia, para trabalhar em Portugal.

AC – Estagiária         

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