SICS aponta criação do STSV como uma ação “maquiavélica” da Secretária-geral da UNTC-CS para dificultar o trabalho sindical dos trabalhadores de São Vicente

20/09/2022 15:47 - Modificado em 20/09/2022 16:10
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O Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços (SICS) afirmou, hoje, que a sua integração e a de outros sindicatos de São Vicente na UNTC-CS, liderada por Joaquina Almeida transformou a vida sindical na ilha conturbada e cheia de problemas.

A afirmação é do presidente do SICS, Júlio Fortes, que acusou a Secretária-geral da UNTC-CS Joaquina Almeida de usar e abusar das suas atribuições estatutárias na organização, desacreditando-a, descaracterizando-a e desmantelando-a, “apesar da firme oposição dos sindicatos”, que por várias formas, até por via judicial, têm tentado pôr cobro “às irregularidades” cometidas pela mesma.

Fortes afirma que a sindicalista, depois de ter sido confrontada com a oposição que a maioria dos sindicatos filiados na central sindical, tem feito várias manobras ilegais, entre os quais a usurpação de poderes, a coberto da prática judicial, para fragilizar a UNTC-CS.

Neste sentido Júlio Fortes, garante que o sindicato que preside, o SICS, nunca se compactuou com as situações de divisionismo que enfraqueçam a luta dos trabalhadores contra “as arbitrariedades e ilegalidades no mundo laboral cabo-verdiano que vem sendo sistematicamente flexibilizado em nome da competitividade e produtividade empresarial, queremos uma UNTC-CS Coesa, autentica, responsável e forte, o que infelizmente a Secretária –Geral não tem dado mostras de nos garantir com a sua condenável atitude egoísta e unilateral, nefasta e do todo indesejável no seio dos sindicalistas…”.

E não obstante a estas várias situações, acusa a Secretária geral, de impedir a participação do SICS e de sindicatos da ilha d São Vicente, de participar no último Congresso da UNTC-CS “maquiavelicamente organizado” e que nem através da justiça conseguiram a sua impugnação, o que mostra a morosidade da justiça cabo-verdiana, salientou o sindicalista.

“Bloqueados os Sindicatos de São Vicente que participaram desse Congresso, ficou caminho aberto para os expropriar das instalações na ilha em que estavam sediados desde de 15 outubro de 1987”, realçou Júlio Fortes.

Criação do Sindicato dos Trabalhadores de São Vicente e acusa a sua presidente de mentir

Júlio Fortes diz que a criação do STSV, serve para atrapalhar ainda mais a situação dos sindicatos na ilha, e apontou várias irregularidades e ilegalidades que rodeiam a criação do sindicato.

De acordo com o sindicalista, a presidente do STSV, Euridice Silva Lopes, desde de Novembro de 2020 que era Vice-presidente do SICS, para um mandato de dois anos, ou seja até Novembro de 2022.

No entanto, confirma que receberam o pedido de desvinculação de Eurídice Silva Lopes, no dia 11 de Agosto, embora seja datada de 01 de Agosto. Ou seja, quando, alegadamente, houve a criação do sindicato, e tomada de posse estava a ser representada por dois sindicatos, o que é ilegal.

Outro ponto realçou, é que segundo os estatutos dos sindicatos de Cabo Verde, um associado deve mostrar a sua intenção de desvincular-se de um sindicato para ingressar noutro, com 30 dias de antecedência.

“Portanto, mentiu”, assegura Fortes que classifica de imoral e ético a posição da presidente do STSV.

Elvis Carvalho

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