Boxe: IDJ culpa federação pela ausência dos atletas residentes no campeonato africano

10/09/2022 18:51 - Modificado em 10/09/2022 18:55
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O administrador-executivo do Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) culpa a Federação Cabo-verdiana de Boxe (FCB) pela não participação dos atletas residentes no campeonato africano e esclarece que a instituição não financia actividades fora do contrato-programa.

Graciano Sena fez essas afirmações hoje em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, convocada para esclarecer a “verdade dos factos”, sobre o relacionamento entre o IDJ e os principais parceiros do desporto cabo-verdiano e quanto à participação de Cabo Verde no campeonato africano.

“O IDJ, com assinatura do contrato-programa, disponibiliza 30 por cento (%) para a realização das actividades e funcionamento das federações (…) e as actividades que não constam no contrato-programa fica complicado para uma eventual comparticipação, sobretudo quando as federações exigem 100 por cento (%)” explicou.

Relativamente à polémica com a FCB, que alega não ter recebido 1.600 contos para a participação de seis atletas no campeonato africano, Graciano Sena garantiu que a federação recebeu 1.691 contos da segunda tranche do contrato-programa no dia 13 de Junho de 2022 para a realização do combate da diáspora em casa.

Não tendo realizado essa actividade, esclareceu Graciano Sena, foi decidido, “numa reunião com a federação”, que mil contos desse montante fossem reafectados para as despesas do campeonato africano de boxe.

“Portanto, ali estão os mil contos que o presidente da FCB diz que não sabe onde está”, esclareceu o responsável, informando que o dinheiro foi utilizado para actividades fora do âmbito do contrato-programa.

Graciano Sena acrescentou ainda, que no dia 05 de Setembro, na sequência da iminente participação de Cabo Verde no campeonato africano da modalidade foram depositados mais 500 contos, “totalizando 1.500 contos e, com o remanescente da participação no torneio da Zona II, entendemos que os 1.600 contos já estavam no poder da federação”.

Por isso, o IDJ imputa a culpa pela não participação dos atletas na prova africana à FCB, classificando esse facto de “desmotivante”, por ter sido um investimento a 100 por cento (%) da instituição que gere o desporto cabo-verdiano.

“Estamos altamente frustrados com essa não participação dos atletas residentes em Cabo Verde num evento que começou com a participação do torneio da zona II”, notou Graciano Sena, imputando “total responsabilidade” à Federação Cabo-verdiana de Boxe.

Esta quinta-feira, 08, a Federação Cabo-verdiana de Boxe (FCB) negou ter recebido 1.600 contos do IDJ para apoiar a participação de Cabo Verde no campeonato africano da modalidade e desafiou a instituição governamental a provar que já disponibilizou esse montante.

“É absolutamente falso que o IDJ tenha disponibilizado 1.600 contos para apoiar a participação no campeonato africano de boxe”, acusou a FCB, em nota de imprensa enviada à Inforpress, no exercício de direito de resposta.

Antes, na terça-feira, 06 o director do Desporto do Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), José Eduardo dos Santos, tinha dito à Inforpress que, no âmbito do contrato-programa, o Governo disponibilizou 1.600 contos para a participação do País na competição continental, acontecer de 09 a 17 de Setembro em Moçambique.

Essas acusações surgiram na sequência das declarações dos atletas internacionais cabo-verdianos Nancy Moreira e David Pina que utilizaram, no início da semana, as redes sociais para se queixarem de falta de verba para custear as respectivas participações na competição prevista para 09 a 17 de Setembro, em Moçambique.

Inforpress

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