Chuvas em São Vicente: Desabamento de terra deixa família desalojada em São Vicente a espera do apoio da CMSV

7/09/2022 23:19 - Modificado em 7/09/2022 23:19
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A inundação de moradias em São Vicente deixou muitas famílias sem colchões para dormir, sem alguns móveis e outros objectos, bem como roupas, mas sem registo de maiores estragos, como acidentes e perdas humanas. Uma situação que o serviço de Protecção Civil da ilha congratula-se embora haja muitos estragos materiais.

No entanto, na zona de Chã de Alecrim, uma casa de uma família, construída numa encosta, ficou completamente destruída pelo desabamento de terra. A família, felizmente, pressentindo uma eventual derrocada estava fora da casa, no momento, e por isso são apenas destruição dos bens materiais. “Perdemos tudo. A nossa casa, as nossas coisas. Eu, meu marido e dois filhos estamos ao relento, mas precisamos de apoio”, diz Jacilene Sequeira.

A moradora diz que, embora tenham sido socorridos pelos bombeiros, que fizeram o trabalho de retirar os entulhos, não foi possível salvar a moradia. “Mesmo que seja de tambor lutamos para o construir. Estávamos à espera apenas da sua legalização”, explica.

Jacilene Sequeira conta que durante este sufoco contou com o apoio do responsável da protecção civil da Câmara Municipal de São Vicente, que os deu o maior suporte. “A protecção civil esteve no local  a trabalho, e quando souberam que não tínhamos onde ficar deram-nos abrigo”, no entanto diz que hoje, foram encaminhados para a área social da CMSV, mas não conseguiram nenhum apoio.

O vereador Anilton Andrade, responsável pela área da protecção civil da ilha, acrescentou ainda prestaram apoio, mas depois a família foi encaminhada para o serviço social. “Fizemos o que podíamos perante a situação”.

Contudo esta família garante que esteve todo o dia na porta do serviço social da ilha e que até então não obteve nenhuma solução. “Depois de muita insistência, já que estava trajada apenas de short e blusa, porque perdi as minhas roupas, é que consegui ser recebida”.

Entretanto, alega que a responsável destes serviços disse-lhe que nada podia fazer para a ajudar. “Pelas informações que tivemos somos a única família a ficar desabrigada, devido a queda das chuvas que destruiu o nosso lar”, desabafou esta jovem mãe incrédula com a posição da CMSV.

Dissemos que não conseguimos ter apoio dos nossos familiares, porque estes também não têm condições, mas de seguida me mandaram embora, alegando que não podem fazer nada. “Preciso apenas de um lugar para descansar e ficar com os meus filhos, porque estamos ao relento Sem nada. Sem cama. Sem roupa”.

E questiona se não é possível que única família, na situação que se encontram, não consegue o apoio da edilidade da ilha”. “Se fossemos várias famílias desalojadas entendíamos, mas pelas informações que conseguimos somos os únicos que ficaram afecatdos desta forma”.

“A nossa casa desabou”, evidenciou Jacilene Sequeira, que fica assim mas uma noite sem saber o que fazer. “Mais um dia sem um local fixo para ficar, teremos que pedir favor em algum lado. Os meus filhos estão na casa de outras pessoas, mas precisam de estar com os pais e é isso que eu e o meu marido estamos a tentar fazer”.

“Na terça-feira, ontem, quando aconteceu, entrei em pânico. Lutamos muito para fazer a nossa casa e agora estamos sem nada”, apontou.

Diz sentir-se abandonada. “Não estamos a pedir um lugar definitivo. Apenas um local temporário para ficar até resolvermos as coisas”, acrescentou a jovem que salienta que não é contra a câmara, mas acredita que está a reivindicar “um dever”. “Neste tipo de situação é o serviço social, que tem que prestar apoio às famílias. Se fossemos várias famílias, então como seria? “, questiona.

O vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal de São Vicente, Anilton Andrade, após constatar no terreno sobre os estragos e necessidades de intervenções provocadas pelas chuvas, neste momento estão a trabalhar para repor a normalidade. “Estamos a fazer a limpeza das estradas, a desobstruir as vias de acesso”.

Segundo a mesma fonte, registaram ainda a queda de quatro tetos, desabamento de alguns muros de estrada e fora de estrada, muros de proteção de casas, mas que não causaram acidentes.

Segundo o autarca, Chã de Alecrim, Espia, Ribeirinha, Cruz de Papa estão entre as zonas que fizeram “mais solicitações com pedidos de ajuda” para “pequenas intervenções”.

EC

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