Obra do Escritor Henrique Levy vence prémio Literário Natália Correia 2022:“Notável pela originalidade de escrita e de pensamento”

5/09/2022 15:10 - Modificado em 5/09/2022 15:11
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O escritor luso-cabo-verdiano Henrique Levy é o vencedor do Prémio Literário Natália Correia 2022, anunciado este sábado, 3 de setembro, em Ponta Delgado, nos Açores, que contempla obras originais e inéditas, redigidas em língua portuguesa. A obra intitulada “Vinte e Sete Cartas de Artemísia” mereceu rasgados elogios, por parte do júri.

O júri do referido prémio, instituído pela câmara municipal de Ponta Delgada, decidiu, por unanimidade, atribuir distinguir a obra intitulada “Vinte e Sete Cartas de Artemísia”, assinada por Henrique Levy, com o pseudónimo Gertrudes Magna, que é poeta e romancista.

Para o júri, a referida obra constitui um romance “notável pela originalidade de escrita e de pensamento”, em que se cruzam inquietação e sabedoria nas indagações respeitantes à condição humana.

Segundo Ana Aguiar de Pina, a arquitectura formal deste romance revela-se de uma “sensibilidade surpreendente aos caminhos do romance contemporâneo”, deixando-se atrair pela “impureza criadora que o género tem desenvolvido nos últimos tempos, ao ousar transgredir convenções para explorar todo um território em que a literatura se abre à epistolografia, à poesia, ao ensaio filosófico e à História”.

Em Junho, Henrique Levy participou na quarta edição do Festival de Literatura-Mundo do Sal, tendo aproveitado para lançar, na Cidade da Praia, a sua mais recente obra poética intitulada “Poemas do Próximo Livro “, em homenagem às culturas e línguas da Macaronésia e apresentada numa versão trilingue, português, língua cabo-verdiana/crioulo e castelhano/espanhol.

Cidadão português, nascido em Lisboa, com nacionalidade cabo-verdiana, Henrique Levy viveu em diversos países da Europa, Ásia, África e América. Reside actualmente na ilha de São Miguel, nos Açores.

É autor de seis romances, “Cisne de África” (2009), “Praia – Lisboa” (2010), “Maria Bettencourt: diários de uma mulher singular” (2019), “Segredo da Visita Régia aos Açores” (2020), “Memórias de Madre Aliviada da Cruz” (2021) e “Vinte e Sete Cartas de Artemísia” (2022).

Publicou, ainda, sete livros de poesia, “Mãos Navegadas” (1999); “Intensidades” (2001); “O silêncio das Almas” (2015); “Noivos do Mar” (2017); “O Rapaz do Lilás” (2018), “Sensinatos” (2019) e “Poemas do Próximo Livro” (2022).

NN/Inforpress

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