São Vicente: Organizações ambientais remetem-se ao silêncio sobre a Construção na praia de São Pedro

5/09/2022 00:06 - Modificado em 5/09/2022 00:06
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Em Agosto, este online avançou com um artigo relativo a construção de um Beach Club, que está enquadrado dentro do empreendimento São Pedro Hills Resort, em construção na localidade de Santo André, na praia de São Pedro, São Vicente, que até ao momento, contudo, após várias reações, não conheceu nenhum pronunciamento das organizações ambientais da ilha, que sempre levantam-se em questões de defesa do ambiente.

O CEO da Flag World e acionista do Foya Branca, Luís Roll, reagiu ao artigo condenando a construção das obras, que segundo o mesmo não respeitam a proteção ambiental nem a lei referente ao distanciamento de construção na orla marítima (mínimo 80 metros), como o conceito de construção amovível, que na verdade é em boa parte feito de betão.

Este responsável considera que o que está sendo feito é um “desastre ecológico”, causado por esta construção de betão na praia de São Pedro.

No entanto, apesar das preocupações da administração do hotel local e da população, o Ministério do Mar, garantiu que “a obra está em conformidade relativamente à licença de construção”, ao que chamou de “construção de um apoio de praia, estando este munido de todos os documentos e autorizações legalmente exigíveis,” sustenta o parecer do Gabinete de Concessões do Ministério do Mar.

Ainda, esclarece que o apoio de praia ora em construção na Praia de São Pedro foi devidamente fiscalizado pela entidade competente, e que contém na sua base estruturas de betão amovíveis que servem apenas para que a estrutura final não assente diretamente na areia, preservando a mesma.

O cidadão Carlos Duarte alega que neste tipo construções, aliado a construção do Hotel Foya Branca no passado, vem dar continuidade a forma como as autoridades reagem para este tipo de empreendimento e que não levam em uma comunidade que pode estar a assistir, ao desaparecimento de uma das praias mais bonitas da ilha em nome do interesse económico.

“É também um risco para o próprio empreendimento, isso porque há uns anos, a água do mar não subia tanto e hoje temos uma lagoa praticamente nas paredes do Foya Branca e quando o mar está mais agitado, vemos muita água dentro da obra (Beach Club)”, evidenciou este cidadão, que acredita que futuramente para preservar estes dois empreendimentos, vão ser necessários obras na praia balnear para evitar que a subida do mar os atinja.

“E é a praia que vai pagar por isso”, observou este cidadão que defende ainda que o governo, deveria criar uma política ambiental de protecção das praias, para se evitar que sejam construídas obras ou habitações nas zonas balneares”.

Contudo, o que chama atenção neste caso é o silêncio de organizações ambientais sediadas na ilha, ou de ativistas ambientais que não se manifestam acerca desta situação.

E apesar de não haver uma classificação das praias de São Vicente, além da Laginha, que fica no centro da cidade, São Pedro, Baia das Gatas, Salamansa, as Praia do Norte, estas são consideradas as melhores, por estarem numa região longe das infraestruturas e aglomerados populacionais.

EC

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