Cabo Verde precisa de 14 milhões de euros para executar o plano nacional de gestão de resíduos hospitalares 

29/08/2022 22:53 - Modificado em 29/08/2022 22:53
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O administrador do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Júlio Rodrigues, avançou que14 milhões de euros é o valor que o país precisa para executar o plano nacional de gestão de resíduos hospitalares com a duração de 5 anos. O plano, conforme este responsável, é “ambicioso”.

 O roteiro nacional já está traçado para alem de conseguir financiamento para implementar o plano que envolve um leque de parceiros nacionais e internacionais. Um outro desafio é definir modelos de gestão dos resíduos hospitalares nos diferentes municípios.

“É um plano ambicioso com cerca 14 milhões de euros e traduzido em escudos parece caro para a nossa realidade, mas não é” garantiu Júlio Rodrigues em entrevista à RCV.

Segundo o presidente do INSP, é um plano de 5 anos que prevê a formação de técnicos, aquisição de equipamentos como incineradores, autoclaves para resíduos de risco biológico e os resíduos de inceneração obrigatória.

Mas enquanto se procura financiamento há projetos já em curso como por exemplo no inicio do próximo mês dos pontos focais do projeto estarão a ser capacitados em matéria de gestão de resíduos hospitalares.

O propósito é formar pessoas para uma melhor gestão dos resíduos hospitalares e também ajudar na melhoria das casas de resíduos de modo a servir de armazenamento temporário desse tipo de resíduos la onde não há equipamentos para inceneração em tempo oportuno.

Júlio Rodrigues reiterou que tornar o serviço de saúde resiliente de baixa emissão de carbono não se restringe apenas a um serviço de gestão de resíduos, mas também a um conjunto de outras dimensões que requer o engajamento de todos.

“existem aqueles municípios onde a gestão pode ser pública, mas existem aqueles onde o modelo público-privado com terceirização do serviço pode ser mais adequado. Ate lá temos que ir implementando projetos, identificar financiamentos para encontrar recursos para reforçar a nossa capacidade de gestão”, explicou.

De salientar que o setor da saúde é responsável pela emissão de 4,6% dos gases com efeito de estufa pelo que é necessário o setor adotar medidas não só amigas da saúde, mas também do ambiente.    

RCV

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