Eventual aumento salarial em 2023:Partidos com assento parlamentar reagiram as propostas do ministro das finanças

22/08/2022 17:23 - Modificado em 22/08/2022 17:23
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Os partidos com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID) reconhecem a atual situação atual do país e reagiram às propostas do ministro das finanças. O MpD acredita nas propostas, PAICV pede mais um esforço do governo e a UCID questiona o aumento faseado do salário mínimo.

Olavo Correia sugeriu ao setor privado no conselho de concertação social da sexta-feira passada uma análise de cada situação para eventual aumento salarial em 2023 e um aumento faseado do salário mínimo.

Quantos aos partidos com assento parlamentar, a secretaria geral do MpD, Filomena Delgado, considera que as propostas do governo são as possíveis neste momento de crise, pois “é o que o país pode oferecer neste momento” e que “não há condições para que seja de uma forma diferente”. Com isso, Filomena Delgado apelou à “serenidade” e que todos saiam desta situação de muita dificuldade em que o país se encontra.

Já o PAICV na voz do seu secretário geral, Julião Varela, disse desconhecer as propostas do governo, mas pede ao executivo um “esforço” no sentido de repor o poder de compra dos que são mais impactados com a subida dos preços, cumprido assim o que foi prometido

“as propostas do governo iam no sentido de atualizar o salário mínimo nacional anualmente, atualizar as pensões, os salários, mas infelizmente em todos esses anos o governo não mexeu no rendimento dos trabalhadores”, disse

O PAICV defende a reposição do poder de compra dos cabo-verdianos pela via da redução da carga fiscal ou pelo ajustamento do rendimento.

Do lado da UCID o presidente do partido, João Santos Luís, reconhece que o país passa por um momento difícil, mas pergunta ao governo se os preços dos bens de primeira necessidade aumentaram de forma faseada da mesma forma que sugere o aumento de forma faseado do salário mínimo.

“Portanto, nós não queremos crer que o governo vá por este caminho – atualização faseada do poder de compra – pois isto não existe”, afirmou o presidente da UCID que acredita que o certo a fazer é ver se o país tem condições para em 2023 resolver ou repor o poder de compra dos cabo-verdianos

Recorde-se que na sexta-feira passada Olavo Correia propôs 3 cenários no conselho de concertação social para fazer face aos problemas atuais que têm impactado a vida dos cabo-verdianos.

Num primeiro cenário sugeriu que o estado continue a fazer uma transferência direta de renda para as famílias menos procedentes que precisam de uma intervenção do Estado. No segundo fazer uma atualização salarial nominal, desde que o quadro orçamental possa permitir isto apenas para os rendimentos mais baixos e mais impactados por este aumento de preços.

E por último, fazer uma atualização ao nível dos escalões de impostos para singulares para anular os impactos de preços no aumento da tributação sobre os rendimentos mais baixos.

NN/RCV

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