São Vicente: População de Seladinha de Cal (Ribeira de Julião 4) reivindicam acesso à água, electricidade, esgoto e estrada em melhores condições

22/08/2022 01:27 - Modificado em 22/08/2022 01:27
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Seladinha de Cal

Quem passa pela localidade de Ribeira de Julião, conhecido pelos moradores como “Seladinha de Cal”, em São Vicente, depara-se um uma zona com falta de praticamente quase tudo. A zona não possui uma estrada de acesso, não tem luz na rua e nem nas casas, o acesso ao saneamento básico continua a ser uma miragem. Não tem água canalizada, nem santina pública e nem ligação de esgotos. “Uma família gasta pouco mais de três mil escudos nos autotanques, por tonelada de água”.

A localidade fica situada entre Chã de Vital e Mato Inglês. Aqui a situação é tão desesperadora que os moradores dizem que estão abandonados pelo poder local. “Desde 2014 quando comecei a construir, fui à Câmara Municipal expor a problemática de acesso a esta localidade. Disseram para aguardar. E desde de então estamos a aguardar por alguma mudança”, criticou o morador Odair Soares.

“Esta via não está boa, há muitos buracos e traz danos aos carros, estamos a falar dos pneus, também estamos a falar de amortecedores e bombas injetoras. A CMSV tem de ver este problema”, reclama.

A estrada, de terra batida, está bastante esburacada e no tempo de chuva, quando chove, dizem que a circulação se torna ainda mais complicada.

A reportagem foi avançada pela televisão pública. No terreno o Notícias do Norte constatou as dificuldades de chegar ao local. O acesso é complicado, por isso, apesar de outras reivindicações graves, como a falta de electricidade e água, pedem que a “estrada”, pelo menos, receba algum trabalho de terraplanagem para o melhoramento da via.

“Não estamos a pedir calcetamento, mas um trabalho para facilitar o acesso às viaturas, por exemplo de àgua,” desabafa outro morador . Assim, pedem a quem de direito para contemplar a localidade nos vários acessos que vem sem construídos em várias localidades da ilha.

Outro dos problemas, a falta de electricidade tem sido um constrangimento para a população, que enfrenta problemas de segurança, por exemplo de noite quando chegam do trabalho e de madrugada, quando saem de casa. “É uma escuridão total. Andamos na rua com lanterna de telemóvel, ou lanterna normal”, diz a moradora Alcinda que, após ter ido várias vezes à Electra, acabou por desistir, após ter sido acusada de “ir chorar ao local”.

“Já fizemos vários contatos à Electra e CMSV. Já entregamos projectos, por exemplo na Electra e continuam a nos pedir para aguardar, quando há menos de 100 existe uma casa com electricidade, avançou Odair Soares.

“A CMSV tem responsabilidades. Devem lembrar que a comunidade existe, já que foram eles que venderam terrenos no local”, sustentou Paula Duarte, evidenciando que problemas podem acontecer e já houve situações de emergência que não conseguiram que o carro chegasse às casas, devido a “falta de acesso e a falta de electricidade pública”.

E foi neste sentido, que um morador para facilitar a situação, alinhou um caminho com cal “espécie de tinta branca”, para que os carros pudessem chegar às casas.

Por isso, consideram que apesar de ser o seu lar, é difícil estar sem electricidade na rua e dentro de casa, sem água e esgoto. “É difícil viver assim”, desabafam.

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