Administração do Foya Branca preocupada com a destruição da Praia de São Pedro

19/08/2022 19:01 - Modificado em 19/08/2022 19:01

Numa carta enviada ao Ministério do Mar e para a imprensa, o CEO da Flag World mostra-se preocupado com o que considera ser um “claro desastre ecológico com a construção sobre a Praia de São Pedro”. Luis Rool refere-se ao Beach Club, anteriormente avançado, em primeira mão, por este online.

Luís Rool afirma que construção na praia de São Pedro, não respeitam as regras bases ambientais, nem a lei referente aos distanciamentos de construção na orla marítima, que deveria ser mínimo 80 metros, como o conceito de construção amovível.

No documento este responsável, que é também acionista do Hotel Foya Branca, diz que a “praia de São Pedro claramente era uma praia que guardava a sua beleza natural até protegida, e neste momento, critica, assiste-se ao início de um claro assalto a natureza tão bem preservada até hoje.

Neste sentido, deixa claro que seguirá todas as vias legais, comunicação social e instância internacional para garantir que a Praia de São Pedro seja protegida.

E cita a lei que protege, proíbe certas construções nas praias, e acusa a existência da lei para alguns e exceções para outros. Contudo, diz que se “houve lapsos na aprovação devem ser retificados antes que seja tarde.”

Recorda que a praia de São Pedro, sem construção, se tornou uma referência da Ilha e que as construções ora levantadas de betão e ferro, revela claramente, “após consulta técnicas todos foram unânimes, não é considerado amovível”.

E que o facto de a construção estar bem onde fica a lagoa quando o mar sobe, podemos concluir, sustentou Luís Rool, que está-se a construir sobre o mar. E a obra deixa a Praia de São Pedro, com esta construção, hoje, “claramente um postal desolador da nova imagem da praia.

Defende ainda que “independentemente das legalizações não posso deixar minha discordância referente ao conteúdo”.

“Relembro que hoje estamos a assistir aos erros cometidos no passado com ausência de respeito da natureza com o câmbio climático, escassez de matéria, falta de produtos alimentares, falta de matéria-prima, seca, câmbio climáticos”, conclui.

EC

  1. Jose Barbosa

    Nao e possivel acreditar nesse crime ambiental. construcao dentro do mar so pode ter sido aprovado por alguem que tenha recebido suborno dos promotores do projecto. em nenhuma pais civilizado do mundo uma praia com essa beleza natural e destruida dessa forma. Nao importa o suborno. Augusto Neves (Cão) use o bem senso e mande embargar e desactivar essa obra e que nem se intente retoma-la de novo.

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