Morte em Lameirão – Familiares pedem uma acção célere das autoridades e deixam aviso – “Caso contrário haverá uma rebelião”

16/08/2022 23:39 - Modificado em 16/08/2022 23:39
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Familiares e amigos de Carlos Duarte, falecido na noite de segunda-feira, em frente a sua casa, após ter sido baleado, exigem uma ação rápida das autoridades na resolução do crime e uma  justiça “celére”, caso contrário “vamos avançar para uma rebelião”. “Caso a justiça não funcionar este caso terá um desfecho diferente”, ameaçou um dos irmãos do falecido em declarações à imprensa.

Fomos até a zona de Lameirão falar com os familiares e tentar saber, no terreno junto dos vizinhos, o que terá passado na noite do dia 15 de agosto, na pacata localidade de Lameirão. Chegados ao local, encontramos, como não poderia deixar de ser, um clima de comoção, tristeza e indignação pela perda de um ente querido.

Rudson Duarte, que falou em nome dos familiares, relatou, segundo informações que disse ter recolhido por pessoas que estavam no local, na hora do crime, que uma acusação de roubo de uma pá, teria sido o motivo que despoletou a discussão, e que levou a morte do irmão. Embora ainda não tenha sido esclarecido que a pessoa que teria discutido, seja o autor do crime. “Um motivo insignificante, valeu a vida do meu irmão. A justiça tem que funcionar”, afirmou.

Para ele este não é o momento de chorar. De prestar apoio de procurar respostas, mas não de chorar, porque o irmão foi-lhe tirado de uma forma brutal. “Não sabemos quantos tiros o atingiram, mas foi de forma covarde com uma arma de fogo, e por nada”, lamentou Rudson Duarte, que é um dos 11 irmãos.

“O que teria originado a discussão foi a acusação do roubo de uma pá. O suspeito teria acusado o meu irmão de ter sido o autor do roubo. E quando ele chegou do trabalho, soube desta acusação e foi confrontar o jovem, que ao ser abordado ameaçou-lhe com uma faca. Discutiram e depois foram separados por pessoas que estavam proximas”, relata o irmão Rudson Duarte, que afirma que após a discussão o agressor deu sinais de ir embora. Contudo, acredita que esta foi apenas uma manobra, para efetivar o ataque.

“Dez minutos depois ouviram os disparos. Meu irmão estava no lado de trás da nossa casa. Foram três tiros”, prosseguiu este familiar, afirmando que o irmão ainda teve forças para pedir ajuda.

 “Conseguiu chamar por ajuda uma única vez. Meu cunhado viu-o sangrando, tentou prestar auxílio, mas infelizmente ninguém pôde fazer nada. Ele acabou por morrer mesmo à porta da casa”, referiu.

“Fui chamado por volta das 20:55, por outros familiares dando conta que o meu irmão tinha sido alvejado e que tinha sido levado para o hospital. Ele morreu no local”, lembra Rudson Duarte.

Bastante emocionado com o sucedido , diz que o suspeito, apresentou-se na esquadra da polícia acompanhado de um advogado. “Não havia nenhuma acusação formal. Isso quer dizer que automaticamente, acusou-se do crime. Ele sabia bem o que foi o desfecho da situação”, apontou.

A espera ainda do laudo médico, que ainda não foi possível, já que o legista não se encontra na ilha, diz que o momento agora é de esperar. Esperar por justiça e que o responsável seja preso e que pague pelo crime.

E deixam claro que não querem que este seja mais um crime. “Queremos que a justiça seja feita, caso contrário vai ser o primeiro a ter um desfecho diferente”, isso porque afirma que a justiça precisa ser feita.

“Não queremos morosidade. Queremos uma ação rápida das autoridades. Porque se não tiverem, iremos fazer uma rebelião”, anunciou Rudson Duarte que diz que esta não é uma ameaça dirigida às autoridades.

“Queremos uma intervenção rápida e justa. Estamos indignados com toda esta situação”, sintetizou Rudson Duarte.

Os familiares dizem que ainda a “ficha” não caiu e que até agora não acreditam neste desfecho trágico que tirou a vida deste familiar, que perdeu a vida após ter sido baleado, na porta de casa em Lameirão, São Vicente, na noite de segunda-feira, por volta das 20 horas.

EC

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