Nova geração de artistas conquista  Festival Baía das Gatas – Djodje e Calema levam o público ao rubro

15/08/2022 16:08 - Modificado em 15/08/2022 16:09
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As atuações do terceiro e último dia do Festival Baía das Gatas 2022, arrancaram com três horas de atraso, relativamente ao previsto. Estava agendado para arrancar às 17:30. Mas cerca de três horas depois de resolvidas as questões técnicas, o jovem Edwin Vibez subiu ao palco para apresentar o que tem produzido nos últimos anos.

Com uma energia contagiante, o autor dos Hits “Txa Contce” e “Mindelo”, que ainda teve que enfrentar um problema de som no início da sua atuação, conseguiu da melhor forma ultrapassar o obstáculo e proporcionar aos fãs e o público presente uma atuação convincente, segura e alegre. Vibez surpreendeu pela sua voz potente e pela energia que consegue passar do palco para a plateia .

De seguida o palco foi dividido entre Giio e Mister High, com estilos similares, os rappers que querem ser os expoentes da nova geração  e que querem escrever o nome entre os melhores do panorama nacional.

Foram shows que tinham tudo o que se espera de grandes artistas em ascensão. A aposta de levar ao palco da Baía das Gatas, que tradicionalmente  só acolhe artistas consagrados   jovens revelação  e em início de carreira foi uma aposta ganha  e uma experiência para repetir.

A prova dos nove veio a seguir com outro projeto, com Hilar, Dieg e Thiago Silva. Três jovens da ilha de São Vicente fizeram shows dignos e sacudiram os fãs com caminhões de hits. E os mais impressionantes tiveram aprovação de gerações diferentes.

A estrear no palco Dieg foi o mais criativo. O Autor de “mumuno” entrou no palco montado numa mota, uma forma de lembrar aos mais jovens que a criatividade deve estar em primeiro lugar e também dá um “spoiler” daquilo que vem por aí.

Um projecto que Thiago Silva usou para lançar as suas novas músicas. “Além daquilo que representa serviu como plataforma para lançar os meus novos trabalhos e estou muito contente pelo resultado”, afirma o artista que caracteriza o momento de “extraordinário e de outro mundo” e o palco da Baía das Gatas nos dá a chance de “ter outras portas abertas”.

Já para Hilar foi “forte, bonito e verdadeiro em todos os sentidos”, numa atuação que além do talento teve como novos ingredientes a entrega e compromisso.

Batchart, Kiddye Bonz e Mark Delman – Os mestres da rima impactam com suas atuações

Vamos de trás para frente. Batchart foi o último a atuar neste projecto que juntou o trio musical de rappers da ilha de São Vicente, que do início ao fim, com mensagens fortes da luta contra o suicídio e da violência e do consumo de drogas.

E o atual “rei” do Hip Hop crioulo causou comoção e angariou uma multidão de fãs, que acompanhou a performance com grande entusiasmo. “Este foi um show eletrizante onde consegui uma boa energia com o público, com emoções diferentes”.

Outra presença do festival, Kiddye Bonz, foi resgatar os temas do último álbum e conseguiu cativar o público.

Atuando entre os dois, Mark Delman entrou já mostrando ao que vinha, com o símbolo maior do povo de Cabo Verde, a bandeira nacional, antecipando aquilo que seria e foi o show.

No regresso dos Calema, houve muita dança e uma boa dose de romantismo, celebrados por um público conhecedor dos temas que fazem parte do repertório.

E nesta que é a sua segunda participação e seguido de atuações enérgicas, a dupla foi bem-vinda ao público presente no recinto subiu uns bons degraus, com famílias inteiras a celebrar as canções da discografia dos irmãos.

“Baia quem veio aqui para dançar? Quero ver essas mãos no ar”, exclamaram os dois cantores, que se apresentaram em palco por uma banda bem segura, “Tanto orgulho por fazer pela primeira vez este palco. Para nós, estar aqui é um marco”, confessam antes de seguir para a canção que “resume a nossa luta e o nosso acreditar”, a sensível balada ‘Bomu Kêlê’, guiada por guitarra acústica e saxofone.

O registo começou com “Tudo por amor”, seguido de outros temas da mesma linha. E para matar a saudade do público que em 2017 vibrou consigo trouxe ‘Abraços’, dedicada “a todos os que sentiam falta de um abraço apertado”.

Na hora da despedida voltaram a agradecer o público pela receção calorosa e a sensação, disse Fradique é a mesma. “Sensação de estarmos em casa. Especial e o show foi top. Adoramos este país que sempre cresceu dentro de nós.

O artista Djodje, como sempre, voltou a impressionar os fãs e o público em geral que esteve presente no areal da praia. As luzes dos telemóveis se acenderam, as vozes levantaram em coro para acompanhar o artista mostrando que o repertório escolhido para esta noite é toda ela conhecida.

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