Primeiro dia Festival Baía das Gatas 2022 – Vibração do público continua a ser a marca registada do festival – artistas deslumbrados

13/08/2022 14:05 - Modificado em 13/08/2022 14:06
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O primeiro dia do festival Baía das Gatas, dois anos depois na sua casa, devido a pandemia, marca o regresso ao antigo normal do festival, que teve um gosto saboroso ao “normal”, com tudo que tem direito, o público se abraçando, dançando, pulando e se entregando as atuações, independentemente dos artistas, embora maior destaque para uns, que outros.

Soraia Ramos e Wed Bed Gang foram as duas últimas atuações, aliás segundo a reação do público, os melhores. Uma atuação da estreante Soraia Ramos neste palco com uma energia contagiante. “Melhor do que estava à espera. Ouvi muito sobre o festival, a sua envolvência, mas sentir isso na pele foi muito melhor”, descreveu a cantora, que diz ter sido “inesquecível” e que quer voltar.

Interpretou durante cerca de uma hora vários hits, alguns dos quais já bastante conhecidos do grande público. É o caso de Bai, I love you too, O Nosso Amor, Não Dá Ah Ah, BKN, entre outros.

Ainda que a maior parte das músicas fosse conhecida pela multidão, o volume dos gritos aumentava nitidamente quando as partes mais conhecidas do público apareciam. “Esta resposta foi espetacular”, referiu o grupo de Rap Wed Bad Gang, que vai na sua segunda aparição neste certame.

A apresentação dos artistas terminou deixando o público com a sensação de querer mais, como foi o caso do Showman, Djosinha. O artista, que é uma referência da música nacional, ainda em ativo, mostrou-se feliz pela forma como o público jovem se encantou com a sua atuação.

“É especial para qualquer artista quando o público vibra e clama por mais uma música. São composições com décadas de vida, mas os jovens conhecem muito bem as suas músicas e isso me deixa muito feliz”, afirmou o artista de 88 anos que respondeu a calorosa receção com uma atuação também energética. “A idade é só um número”, confidenciou este artista que voltou ao palco anos depois.

Quem também não desiludiu, foi a artista Cremilda Medina. A atuar em casa, a jovem artista que volta a subir ao palco do certame mostrou-se mais uma vez satisfeita com a recepção do público, que como diz, “não se importa com o género, sabem apreciar a nossa música”, realçou a jovem que fez parte do quarteto de artistas femininas que como Ailine Frederico Tchicau e Carmen Silva, na abertura do espetáculo.

E quem também voltou após vários anos foi o Cabo Verde Show, que apesar de serem quem são, Manu Lima diz que não estava à espera de toda aquela enchente e da recepção” e também do acompanhamento “Povo de São Vicente vibra de uma forma inexplicável e isso continua a ser a marca registada deste festival”.

Com o acender das luzes, logo alguns entoaram que “não iriam embora”, mas o primeiro dia do festival acabou com o público bastante satisfeito com as atuações, na abertura da 38ª edição do festival, em homenagem aos cabo-verdianos “um povo resiliente”,

As atuações regressam esta noite, com os artistas Ari Kueka, que abre, seguido de Ceuzany, Gai, Constantino Cardoso, Anísio, Nenny, Loony Johnson e por último Julinho KSD.

No domingo cantam Edwin Vibez, Gillo, Yuran Beatz & Kré SK, e Tiago Silva, Hilár e Dieg, para além da dupla de cantores santomenses Calema, do cantor Djodje e da banda de reggae Morgan Heritage, que vai encerrar o festival.

EC

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