Organização da manifestação – “Stadu di Nason” – rejeita qualquer aproveitamento ou condicionamento partidário

11/08/2022 00:17 - Modificado em 11/08/2022 00:17

A Rede das Associações Comunitárias e Movimentos Sociais da Praia, que está na frente da Organização da manifestação – “Stadu di Nason”, agendada para o dia 19 de Agosto, sob o lema “Sima nu sta nu ka podi fika”, em tradução literal “como estamos, não podemos ficar”, rejeita qualquer aproveitamento ou condicionamento partidário e declara que a manifestação, não foi convocada por nenhum partido político cabo-verdiano ou associação em particular, “mas sim por uma Rede constituída por cerca de 40 organizações comunitárias da cidade da Praia e outras das áreas rurais do concelho”.

Com esta declaração a RACMS – Praia explica que a rede surgiu em 2020, em pleno estado de emergência, para fazer face à evidente lentidão dos poderes públicos local e central no acudir a população que iria ser primeira e mais duramente afectada e que após este “conturbado período que consolidou o movimento” optou-se por se manter ativa “em prol do bem-estar comunitário e urbano, destacando o lema “sem justiça não há paz” na luta contra a injustiça social reproduzida historicamente no arquipélago”.

Neste sentido, afirma que o lema replicado pelo PAICV, pelo seu presidente, na sua página rede social republicado como um artigo num jornal da praça e que desencadeou “uma violenta reação das milícias virtuais do MpD”, querendo “colar” a manifestação cidadã ao partido da oposição, numa evidente tática de desmobilização, nada tem a ver com política, mas sim a situação social que o país enfrenta.

Sendo assim, realça que é falsa a ideia de que existe uma suposta manipulação político-partidária na organização da manifestação e demonstra um total desconhecimento sobre a atual dinâmica associativa e juvenil na cidade.

“As organizações que compõem a Rede contam com financiamentos tanto da Câmara Municipal da Praia como do Governo de Cabo Verde (por ex. BACULTURA) inclusive contam com financiamentos de agências de cooperação internacional e por isso, o argumento de “dependência financeira” não tem qualquer fundamento lógico”.

E defende que é uma manifestação contra a governação do país e da cidade e representa um grito de protesto contra o estado das coisas.

Portanto, evidencia que toda e qualquer tentativa de descredibilização deste acto cívico consagrado no ponto 2 do artigo n. 52 da Constituição da República, revisto em 1999 deve ser considerado como um atentado à democracia e um ataque à liberdade dos cidadãos.

  1. LEPPO

    Acho que os São-vicentinos para além de aderirem tanto a festas, festivais etc, deveriam pensar em criar um movimento cívico/ social para lutar pelo bem estar da comunidade, principalmente os menos favorecidos, sem nenhum aproveitamento Partidário. Do povo para o povo.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2022: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.