São Vicente/Ribeirinha: Famílias clamam por melhorias das suas habitações que continuam a cair aos bocados

7/08/2022 19:47 - Modificado em 7/08/2022 19:48
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Apreensivas com a situação das suas habitações que, se encontram em condições de perigo iminente, duas famílias em Chã de Faneco, Ribeirinha, São Vicente, voltam, novamente, a pedir o apoio da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV) para os ajudar a ter uma habitação condigna, já que as condições financeiras são insuficientes.

Há quatro anos que Francisca Andrade, de 58 anos e o seu marido vivem numa casa alugada, que apesar de alguma melhoria no teto, os problemas ainda persistem e a pouca chuva que tem caído nos últimos dias tem sido suficiente para ocorrer infiltrações e criar outros constrangimentos.

Francisca Andrade contou ao Notícias do Norte que recebe uma pensão por causa de um problema de saúde, mas o montante é insuficiente e mesmo assim às vezes tem feito algum trabalho para conseguir pagar a renda e outras necessidades primárias.

“Já entreguei uma carta na CMSV para conseguir uma casa no programa Casa para Todos e ainda nada. Há vários anos que tenho insistido em uma habitação, porque não temos condições para tal”, disse esta senhora que acrescentou ainda que a qualquer momento o dono pode pedir a casa que já se encontra à venda.

Ao longo dos anos, Francisca Andrade disse estar a perder mobílias por causa das infiltrações. De casa em casa, de zona em zona, a moradora disse que os problemas com habitação sempre são as mesmas, porque não conseguem pagar uma renda acima dos 10 mil escudos.  

Uma situação não muito diferente é da vizinha Deolinda Rodrigues, mãe de três filhas menores de idade.    

Em novembro de 2020, o teto da sua sala de estar desabou e felizmente ninguém foi atingido. Naquele mesmo ano receberam visita de responsáveis da autarquia para constatarem in loco a situação da habitação e que segundo Deolinda reconheceram o perigo que a habitação apresentava.

“A CMSV veio aqui em casa e viu a situação. Recomendaram-me fazer uma carta a solicitar uma habitação social. Eu fiz o que me pediram e o documento foi assinado e carimbado”, explicou a moradora que disse que até hoje continua à espera de uma resposta.

A habitação em que Deolinda se encontra é de um familiar, mas que está autorizada pela herdeira a fazer qualquer alteração na casa. No entanto, referiu, por conta desta situação a câmara disse, segundo ela, não poder ajudar, mesmo estando ciente do perigo.

De referir que na semana passada, uma vizinha de Deolinda Rodrigues e Francisca Andrade, teve a sua filha de 16 anos atingida por destroços de um teto que caiu na moradia e que esta foi imediatamente levada ao hospital.

Ao Notícias do Norte a vizinha avançou que não há condições financeiras para reabilitação da casa e pediu apoio a autarquia local na obtenção de uma habitação condigna.   

Cartas vê e vão e a situação destas famílias continua em banho-maria, à espera de alguma ação da Câmara Municipal de São Vicente. Estas moradoras mostram-se preocupadas enquanto continuarem a viver nessas casas que a qualquer momento pode ser fatal.

AC – Estagiária

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