Líder da UCID considera que é preciso fortalecer o sector da pesca e da agrícola nacional

4/08/2022 23:57 - Modificado em 4/08/2022 23:57

O presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) considerou hoje que não se pode desenvolver o sector económico do País sem uma “aposta forte” no sector primário, tido como “fundamental”.

João Santos Luís falava à imprensa na Ribeira de Vinha, São Vicente, primeira paragem de um périplo de quatro dias que prioriza o sector primário da economia, e que, segundo o responsável, tem sido “um parente pobre da economia cabo-verdiana até hoje”.

“Se não cuidarmos desse sector e do seu fortalecimento a nossa economia não se torna resiliente”, precisou a mesma fonte que, como exemplo, cita o sector das pescas, “que nunca teve investimentos estruturantes no País”, havendo, sim, continuou, “e sempre houve”, oferta de botes, motores e uma máquina de gelo.

Segundo explicou o líder da UCID, no País existem diversas associações de pesca que podem se juntar e, através do Governo, que tem os recursos e que pode chegar aos financiamentos, adquirir dois ou três barcos com dimensão suficiente, apostar na formação e permitir que os pescadores saiam da fase de subsistência.

“O Governo, se quiser, consegue encontrar financiamentos e soluções para o sector das pescas e não ficar só em tempos de campanha a oferecer um bote ali, um motor de popa acola, que não resolve o problema do sector”, sintetizou.

A mesma situação na agricultura, segundo a mesma fonte, em que o Governo “não dá os passos necessários” para o sector abandonar a fase de subsistência, basta lembrar, indicou, que a maioria das unidades hoteleiras no Sal e na Boa Vista utilizam produtos importados.

“Devemos fortalecer o sector agrícola e passar a fornecer, pelo menos, 50 por cento (%) de produtos que as unidades hoteleiras consomem”, lançou João Santos Luís, daí pedir “outra atenção” para o sector primário, por considerar “um erro” continuar a prestar atenção somente no sector terciário, que envolve a prestação de serviços e onde está incluído o turismo, até porque “nem temos um turismo de qualidade”.

A visita do presidente da UCID continuou na tarde de hoje na Associação de Artesãos de São Vicente e uma deslocação ao bairro do Monte Sossego, aqui para se aquilitar da vivência das pessoas e se as medidas do Governo na decorrência das crises estão a ter efeitos nas famílias, pois de outra forma “não servem para nada”, conforme João Santos Luís.

Este ciclo de visitas do novo presidente da UCID iniciou-se na ilha do Sal e, depois de São Vicente, os democratas cristãos vão a Santo Antão, Fogo, Santiago e demais ilhas, para terem “uma ideia do todo nacional” no sector primário da economia.

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