São Vicente: Jovens criam pequeno negócio a pensar nas famílias mais desfavorecidas

3/08/2022 23:08 - Modificado em 3/08/2022 23:09
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Wendy Andrade terminou a sua licenciatura no ano passado e Judmilson Ferreira demitiu-se do emprego para também se dedicar a “Pex Fresk”, com intenção de obter um rendimento e levar o pescado à mesa das famílias com fracas condições financeiras, a um preço acessível. Apesar do esforço, estes jovens só conseguem avançar com o projeto e transformá-lo em algo maior se houver financiamento, porque a vontade de fazer as coisas acontecerem já existe.    

A ideia do casal, Wendy Andrade, de 23 anos, e Judmilson Ferreira de 27 anos, surgiu em outubro do ano passado, 2021, através de uma simples conversa entre os familiares da jovem

Judmilson Ferreira é natural da zona piscatória de Tarrafal de Monte Trigo da ilha de Santo Antão, logo aproveitaram a oportunidade de criar o Pex Fresk que está ligado à comercialização de uma variedade de peixe. No entanto, o principal objetivo era outro.

“Em Ribeirinha notamos que há muitas famílias com poucas condições financeiras, para além de haver dificuldades de deslocarem todas as vezes ao mercado de peixe, os preços não são muito acessíveis aos bolsos de todos”, explicou Wendy Andrade.

Wendy Andr que terminou sua licenciatura no ano passado, contou que no início desta atividade adquiriram uma pequena variedade de peixes, mas com o tempo as encomendas começaram a aumentar.

Mas também outros problemas começaram a surgir, nomeadamente equipamento para conservar o pescado. Contudo, após três meses conseguiram arrecadar algum valor para pelo menos adquirir duas arcas.  

Atualmente, tem feito a comercialização do pescado a partir de casa, mas oficializar a pequena empresa implica custos, principalmente no que diz respeito a ter um espaço adaptado para este tipo de atividade.

De seis para um pouco mais de 50 clientes, a maioria de famílias com poucas condições financeiras, estes jovens querem atingir outros patamares, e “é isso que nos dá mais vontade para seguir com a ideia”.

Em parceria com pescadores de Tarrafal de Monte Trigo e de Salamansa conseguem obter peixe fresco todos os dias e vendê-lo, principalmente às famílias com baixo rendimento a um preço acessível e na quantidade que a pessoa consegue comprar.  

Falta de financiamento

Os jovens querem expandir este pequeno negócio, mas tem havido barreiras. “Neste momento, estamos com uma grande dificuldade em adquirir financiamento, já que ainda não temos património próprio e não temos o capital inicial para o arranque”, explicou.

A garantiu que esta atividade é muito rentável, conseguindo até agora repor as despesas e obter algum lucro, mas que ainda é insuficiente para um “negócio mais forte”. Ao longo dos poucos meses de atividade continuam ainda no processo de adquirir os equipamentos e utensílios básicos.

Tudo que foi feito e adquirido até ao momento, segundo a jovem, tem sido através do esforço de ambos, e sem ajuda ou apoio de nenhuma instituição financeira.

Wendy Andrade é de opinião que o governo, junto das instituições financeiras, deveria criar “uma linha de crédito para os jovens que não têm garantia muita elevada que o banco exige, ou seja, tinha que ser uma linha direcionado aos jovens”.

“Temos conhecimento de uma linha, mas é no valor de 100 mil escudos, mas para nós este valor é insuficiente”, disse.

AC – Estagiária

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