Relatório aponta falha humana no acidente entre as embarcações de pesca que tirou a vida de um pescador no canal de São Vicente

2/08/2022 23:25 - Modificado em 2/08/2022 23:25
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O Instituto de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos e Marítimos (IPIAAM), apontou como causas do acidente entre as embarcações de pesca “PONTA DE PEÇA” e “DJESONE”, a 07 de Fevereiro de 2022, no Canal de São Vicente, na área do farol de São Pedro, falha humana.

De acordo com o relatório final do instituto, o não estabelecimento dos faróis de navegação, o comando da manobra por parte de um tripulante sem nenhum tipo de formação em navegação e o não acompanhamento da situação da navegação por parte do Mestre da embarcação, com recurso aos panoramas RADAR e visual, foram fatores determinantes que contribuíram para o acidente.

De acordo com a entidade, do referido acidente resultaram consideráveis danos materiais e uma vítima mortal, pescador a bordo da embarcação “DJESONE”, sendo por esse motivo classificado como um acidente muito grave e, consequentemente, de investigação obrigatória por parte da autoridade de investigação nacional.

O acidente ocorreu na madrugada de sete de fevereiro e envolveu as embarcações de pesca “Ponta de Peça” e “Djesone”, que embateram no canal de navegação entre as ilhas de São Vicente e de Santo Antão, no norte do arquipélago, provocando a morte de um tripulante, de 33 anos.

As duas embarcações têm porto na ilha de Santo Antão, tendo o acidente resultado em “consideráveis danos materiais e uma vítima mortal, pescador a bordo da embarcação ‘Djesone’, sendo por esse motivo classificado como um acidente muito grave e, consequentemente, de investigação obrigatória por parte da autoridade de investigação nacional”, recorda o instituto.

“Na sequência, o IPIAAM emitiu recomendações de segurança às instituições com responsabilidades na matéria, com a finalidade de assegurar o cumprimento dos procedimentos, prevenir a ocorrência de acidentes no setor das pescas e em última instância, promover a segurança operacional, contando para o efeito com a participação e envolvimento de todos os ‘stakeholders'”, acrescenta a nota sobre as conclusões da investigação.

A vítima mortal da colisão entre as suas embarcações, um homem de 33 anos, da zona de Chã de Camoca, na cidade do Porto Novo, era marinheira do barco Djesone.

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