Jovem cabo-verdiano pede justiça após ser agredido por segurança numa instituição em Portugal

27/07/2022 00:11 - Modificado em 27/07/2022 00:11

O cabo-verdiano Ângelo Fernandes, que reside atualmente em Portugal, denunciou nas redes sociais uma agressão física perpetrada por um segurança de uma instituição pública portuguesa, após ser impedido de tirar senha dentro do local. O jovem disse ser “brutalmente agredido”, mesmo apresentando provas que é um doente Renal Crônico e que agressão não seria a melhor forma para resolver os problemas.    

Contactado pelo Notícias do Norte, Ângelo Fernandes avançou que ontem, 25, ao chegar à instituição para levantar um número da senha, com a intenção de se inscrever numa associação, após término do seu contrato de trabalho, mas foi proibido de estar no local.

“Quando cheguei na instituição o senhor fez troça de mim a dizer que a instituição estava fechada. Ele me proibiu entrar no espaço para retirar uma senha. Ele disse que quem dá a senha é ele”, contou.

Arrastado à força para fora do edifício, o jovem disse que foi agredido no rosto ao afirmar que não podia ser tocado pelo segurança, segundo explicações de Ângelo Fernandes. “Ele golpeou-me várias vezes e eu tive que me defender. Ele afirmou que eu lhe agredi com um soco na boca, algo que não fiz”, explicou o cabo-verdiano que acrescentou ainda que o seu passaporte foi pontapeado pelo mesmo segurança.

No vídeo divulgado sobre os detalhes da agressão, o jovem mostrou os vários ferimentos causados no rosto pelo segurança. Contou que não respondeu às agressões para salvaguardar o seu corpo que se encontra limitada, devido a sua condição de doente renal crônico.

Apesar de ser agredido de forma “covarde” mesmo a frente de todos os funcionários, gritando por ajuda, ninguém se atreveu a chamar a polícia e que ele mesmo teve de o fazer, conforme avançou a este online.

O Notícias do Norte sabe que o jovem chegou ao hospital por volta das 11h45 e que só foi atendido às 18h mesmo sabendo que era prioridade por conta da sua doença.

O jovem mostrou-se indignado com a situação, principalmente pela forma como tentaram resolver o problema, e por não ser atendido atempadamente no hospital.

Ângelo Fernandes avançou que já entrou em contacto com a Embaixada de Cabo Verde em Portugal esta quarta-feira para lhes colocar a par da situação e que já na próxima sexta-feira já tem agendado uma reunião.

 É neste sentido que pede justiça e que o culpado seja punido. “Vou recorrer a todos os meios necessários para se fazer justiça. Vou fazer de tudo para que ele seja levado ao tribunal e pagar pelo que ele me fez”, assegurou.

Ângelo Fernandes nasceu na Itália, é filho de mãe cabo-verdiana e pai italiano, mas desde criança viveu em São Vicente.

AC – Estagiária

  1. jose mario

    O doente renal e ferido gravemente esteve desde as 11:45 até às 18:00 para ser antendido….se fosse em Cabo Verde ….

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