PM volta a pedir mais compreensão dos cabo-verdianos neste momento de crise

22/07/2022 00:17 - Modificado em 22/07/2022 00:17
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O primeiro-ministro pede compreensão para a gravidade do atual contexto de crise que afeta o arquipélago e reafirma que “não se compreendem” protestos laborais perante o atual momento de crise. O chefe do executivo reafirma que tempo não é para reivindicações laborais e que não é momento para ceder aos pedidos de aumento salarial. 

Ulisses Correia e Silva, que falou hoje em São Vicente na abertura do Fórum ” Emergência de uma frente comum para enfrentar e vencer as crises “, afirmou que ” é impossível gerir qualquer crise sem compromisso social “.

“E um dos objetivos de estarmos a fazer este encontro é para haver essa sensibilização social, de que o problema é grave, o problema existe e atinge a economia, a vida das pessoas e essa consciencialização permite-nos acomodar também comportamentos, acomodar atitudes, compreender prioridades”, explicou o PM.

Ulisses Correia e Silva sublinhou que o governo está a ser confrontado, várias vezes, com algumas situações de pedidos de aumento salarial, ameaças de greve e manifestações, o que a seu ver “é compreensível numa situação de normalidade e não neste momento de crises graves”.

O primeiro fórum nacional sobre a emergência de frente comum para gestão de crises aconteceu a 12 de julho, na Praia. Segundo o chefe do governo, o executivo enfrenta, neste momento, “o desafio de mobilizar recursos para atender às famílias mais vulneráveis e assegurar a estabilização dos preços”.

O PM lembrou que durante a pandemia a comunicação social funcionou muito bem, mas que agora não funciona da mesma forma

“Com a pandemia houve uma sensibilização, todos os dias estava na Comunicação Social a situação de gravidade, que era preciso proteger, neste momento não está a funcionar assim, mas é preciso”, referiu.

O país ainda se encontra em Situação de Emergência Social e Económica devido aos impactos da Guerra na Ucrânia.

Em junho, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para e Agricultura (FAO) indicaram que 32 por cento (%) da população cabo-verdiana sofre de insegurança alimentar e que há famílias a comerem menos.

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