Caso “Lutcha”: Em 2021 a PJ investigou um recluso que terá confessado que matou Lutcha

12/07/2022 19:04 - Modificado em 12/07/2022 19:04
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Em 2013, Maria de Lourdes, com 40 anos de idade na altura, conhecida por “Lutcha”  desapareceu no dia 16 Dezembro. Volvidos nove anos (9) e sete meses, ainda não se sabe o que aconteceu com a mulher que deixou quatro filhos. Entretanto o Notícias do Norte sabe, que em 2021 surgiu uma informação que dava conta que um preso da Cadeia Central da Ribeirinha, São Vicente, teria confessado a outros reclusos que matou a “Lutcha”. 

Contactada a Delegação da PJ de São Vicente não desmentiu e nem corroborou a informação e remeteu este online a contactar a Direcção Nacional via email, único canal disponível para divulgar notas de imprensa sobre as suas intervenções. Mas até hoje continuamos à espera da resposta.

O NN sabe também que a Polícia Judiciária conduziu uma  investigação para apurar se a “confissão” do recluso  era verdadeira. E para isso foram feitas algumas diligências à zona, onde residia o indivíduo que confessou, na localidade de Espia e que também foram apresentados a um familiar de Lutcha, algumas fotografias do suspeito, na tentativa de encontrar alguma relação entre este e a Lutcha. Factos que sustentam uma investigação neste sentido.

O Notícias do Norte contactou os familiares com o objectivo de recolher mais informações, mas estes recusaram-se a prestar declarações sobre o caso, “que por si só possui um enorme impacto emocional”. É que passados quase dez anos, ainda aguardam uma resposta sobre o que aconteceu a Maria de Lourdes “Lutcha”.

Poucas respostas e muitas dúvidas

Não conseguimos apurar quais foram os resultados  da investigação iniciada em 2021. Se prossegue ou foi encerrada. E também não se sabe se a investigação ao desaparecimento de Lutcha foi encerrada ou prossegue. O certo é que tem havido desenvolvimentos que foram divulgados por este online

Em 2017 foram encontradas ossadas humanas na zona do Madeiral. Após confirmação  que os restos mortais eram de uma mulher colocou-se  a  possibilidade que o cadáver poderia ser de “Lutcha”.

O NN sabe  que, na altura, a Polícia Judiciária  efectuou uma recolha de material genético  junto da  mãe da desaparecida  para fazer um teste de DNA para  comparar com as ossadas encontradas.  Passados quase cinco anos a PJ ainda não divulgou o resultado das amostras recolhidas.  Um silêncio que tem “sido uma tortura“ pois segundo fonte próxima dos familiares,” nem estes foi dado a conhecer os resultados”

E quase cinco anos depois, a Polícia Judiciária continua a não prestar esclarecimentos sobre as ossadas da mulher que foram encontradas na zona do Madeiral em São Vicente. Se não são de Lutcha são de quem?  Se são de outra pessoa, por que ninguém relatou o desaparecimento de outra mulher?

Impacto na vida dos familiares

Uma família que ficou comedida com este impasse, sendo que até hoje não há um desfecho. Uma situação que deixou-os abalados em termos emocionais e sociais. E que aquando do aparecimento das ossadas, cujas suspeitas recaíram sobre a mulher. A expectativa da família, na altura, foi enorme. Acreditaram que pelo menos teriam um desfecho, uma certeza.

Mas o silêncio das autoridades trouxe mais dúvidas, mas sofrimento. Isto porque quando um familiar desaparece o luto dura para sempre. E uma resposta das autoridades podia ajudar a terminar o luto. Mas  a actuação da PJ e o seu silêncio só tem aumentado as dúvidas e o desespero de familiares.

As suspeitas de ter havido um homicídio e que o responsável está em prisão, embora devido a outros crimes, nunca foi esclarecido pela PJ, junto da opinião pública,  nem dos familiares  deixando sempre, conforme a nossa fonte, uma nuvem negra sobre a cabeça do marido Moisés dos Santos, que chegou a ser apontado pela sociedade como culpado e que teve que de se defender publicamente, na comunicação social

Em 2015, na última entrevista pública que deu sobre o caso, Moisés dos Santos disse que as suspeitas que caíram sobre a sua pessoa não passavam de uma difamação.

Desaparecimento

Maria de Lourdes vivia na localidade de Cruz João Évora, São Vicente, com o marido e quatro filhos. A cidadã sofria de problemas de depressão e saiu de casa para arranjar o cabelo num salão de beleza em Monte Sossego. Porém, até a data de hoje, “Lutcha” não chegou a casa, e não se sabe o que terá acontecido.

É que Maria de Lourdes, simplesmente desapareceu sem deixar rastos. Ninguém sabe  o que aconteceu  a esta cidadã que deixou quatros filhos, de entre eles, um bebé de um ano, que ficou sob a guarda do marido.

Passados estes anos, subsistem várias perguntas. Que resultados deram os testes de ADN, partindo do princípio que foram feitos. Tratou-se de um homicídio ou não. A ser, o mesmo aconteceu naquele local ou o corpo foi para ali transportado e abandonado. Se as ossadas não são de Maria de Lourdes, pode-se colocar a hipótese de pertencerem a alguém que tenha desaparecido e não houve registo desse desaparecimento.

Questiona-se ainda se o caso continua em investigação, se sim que avanços foram feitos ou se o caso já foi arquivado. Perguntas a que só as autoridades judiciárias poderão responder… mas que até agora não fizeram.

ES/EC

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