São Vicente: Movimentos cívicos culpam entidades governamentais, assembleia e tribunais da instabilidade na CMSV

24/06/2022 14:42 - Modificado em 24/06/2022 14:48
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O Movimento para o desenvolvimento de São Vicente –  MDSV – e o Sokols afirmam que a instabilidade na Câmara Municipal da ilha advém do “desleixo das instituições de controlo” que, não funcionam ou funcionam mal. Estes dois movimentos cívicos, representados por Maurino Delgado, defendem a necessidade de haver um olhar mais atento para melhorar a governação, para fortalecer a democracia e o estado de direito.

Em conferência de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, no Mindelo, Maurino Delgado do MDSV referiu que a instabilidade que se vive na Câmara “não é apenas uma crise política e administrativa local” e que isso acarreta graves riscos à ilha ter um Presidente quando não é controlado no exercício do poder.

“É também, um sintoma grave de um país mal governado, em que as instituições não funcionam ou funcionam mal, incluindo os Órgãos de Soberania, Governo, Assembleia e Tribunais”, sublinhou Delgado que falou na falta de fiscalização à câmara e ao presidente por parte destas entidades.

O MDSV falou de um presidente de câmara que “conseguiu manipular o partido”, e de “uma gestão danosa do município ao longo dos mandatos”, o que no seu entender acabou por ter reflexo numa série de decisões.

Para além do “excesso de trabalhadores” e da “manipulação de terrenos”, este líder apontou cortes de subsídios em 2012 às organizações da sociedade civil, nomeadamente a ADECO, o Centro de Recuperação Nutricional e a de Karaté. Decisões essas que, segundo Maurino Delgado, “serviram para impor a sua vontade e satisfazer o seu ego”.

Relativamente às recentes polémicas entre o presidente da câmara e os vereadores, o ativista social referiu que Augusto Neves tem adotado tem dificultado a participação dos mesmos para inibi-los de participar na gestão dos problemas que lhes dizem respeito e na vida do município.

Atitudes que segundo  Maurino Delgado “visam bloquear e bagunçar o poder local para continuar a gerir o município a seu jeito”.   

Diante destas e de outras situações enumeradas durante a conferência, os movimentos cívicos sublinharam que “o país precisa de um olhar mais atento ao mais alto nível”, com encontros entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro, com o Presidente da Assembleia Nacional, com o Procurador Geral da República, com o Presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial e com o Provedor da Justiça.

Segundo apontou, estes encontros devem servir para analisar a situação política do país, para melhorar a governação, para fortalecer a democracia e o estado de direito, “porque o país está a patinar e o cidadão consciente sente-se inseguro”.

AC – Estagiária

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