Medidas de mitigação da crise social e económica no país – “Tomar medidas sim, mas verificar e confirmar se estão a ser implementadas” – ADECO

22/06/2022 23:45 - Modificado em 22/06/2022 23:45

A ADECO – Associação para Defesa do Consumidor, congratula-se com as medidas de mitigação de mitigação dos efeitos das crises alimentar e energética anunciadas pelo governo, no ato da declaração de situação de emergência social e económica no país, contudo insta o governo a confirmar e a supervisionar a sua efectivação.

Na declaração de situação de emergência social e económica no país, Ulisses Correia e Silva,  avançou que o custo total para a implementação das medidas de mitigação dos efeitos das crises alimentar e energética é de 8,9 mil milhões de escudos até ao final deste ano.

São medidas que a Presidente do Conselho da Direção, Eva Cardeira Marques considera importantes e solicita ao governo que trabalhe as medidas mitigadoras do descalabro de preços para todos os cabo-verdianos, “como estão a fazer em termos de tarifas sociais, mas também que a “implementação e supervisão seja um factor prioritário”.

Eva Cardeira Marques, considera importante que haja uma supervisão na implementação de tais medidas irá fazer com que o consumidor possa ter garantias que está a ser definido e protegido os seus direitos.

Neste sentido, embora reconheça as fragilidades do sector de regulação do país, muitas vezes sem recursos e noutras, porque não há vontade em defender primeiro os consumidores”.

Muitas vezes operadores económicos vem antes dos consumidores e nós não estamos a vê-los a defenderem os nossos direitos, sejam eles nas garantias que perdemos a nível dos bens essenciais, bem como o assalto aos nossos direitos desde das empresas das empresas de electricidade, telecomunicações, da prestação de serviços em geral, da administração pública que tem uma prestação insuficiente para com os consumidores”.

Já que a grande preocupação da ADECO, conforme Eva Caldeira Marques, o país está a sair da pandemia com uma economia ainda em recuperação e com as famílias mais vulneráveis sem conseguirem recuperar para uma situação de crise económica.

A presidente da ADECO, recorda que todos estamos a sentir a escalada enorme de preços e afirma que qualquer orçamento que façamos, agora estamos a colocar 20% em cima, sem contar com o combustível, que não para de aumentar e que causa um aumento em outros sectores.

“E tudo isso tem um grande impacto nos nossos bolsos consumidores e principalmente nas famílias mais vulneráveis, que perderam rendimento com a pandemia e que estavam a tentar levantar, fica cada vez mais difícil, alimentarem, pagarem a renda, e outros”.

Portanto considera que em momentos de crise o papel do Estado é garantir que tenhamos acesso, principalmente os mais vulneráveis, a aquilo que são os bens fundamentais. “O Estado tem a obrigação de implementar medidas de protecção das famílias mais vulneráveis, como o acesso básico aos bens essenciais, também medidas de incentivo de estímulo da economia, são sempre bem vindas em momentos de quebra de economia”.

EC

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