“Novo CNAD é uma entidade ambiciosa com conteúdo, padrão e qualidade internacional” – Ministro

21/06/2022 23:59 - Modificado em 22/06/2022 00:16

A data 30 de julho de 2022 irá marcar uma nova viragem do Centro Nacional de Artesanato e Design de Cabo Verde, CNAD, com a sua inauguração e abertura das portas para o mundo. Com uma nova identidade visual, com um novo conceito, que mistura no mesmo espaço a história e a inovação e que trás para o centro da cidade à periferia, através do material usado é, para o ministro da cultura e indústrias criativas, um ícone e uma entidade com conteúdo para a cidade.

Abraão Vicente fez estas considerações em São Vicente, durante a apresentação pública do novo edifício da CNAD, que não obstante as dificuldades enfrentadas durante a sua construção, apresenta, conforme o governante, um edifício com “padrão e qualidade internacional”.

“O trabalho final é exatamente aquilo que queríamos, algo com padrão e qualidade internacional, adaptado com o seu tempo, inteligente e com temas de conversação, moderno e que manteve a história do edifício principal, ambicioso que trás a periferia para o centro da cidade. “A ideia das casas de lata para o centro da cidade”, reforçou o ministro.

O governante considera que o novo CNAD é um novo ícone da cidade do Mindelo e como o mesmo fez questão de realçar, “uma mulher para o Monte Cara”, e que mostra a importância que terá na ilha, no país e no mundo, cuja identidade elege como elemento principal as formas e cores das tampas dos bidons. 

E que o facto de o edifício ser moderno, não só do ponto de vista visual, mas conter toda a tradição que carrega, serve para mostrar o percurso do povo “resiliente que constrói a si mesmo”, prosseguiu o Abraão vicente desde antes da independência nacional.

O Ministro da Cultura, apesar de ter deixado claro que o novo CNAD não é um projecto político, considera que esta é “a grande do mandato anterior (2016-2020). E justifica a sua afirmação. 

“Ter construído de raiz o primeiro centro cultural pós independência, com dimensão conceptual que esta tem. Mas este centro não é novo. É a continuidade de um processo que é pós independência”.

Logo, realça Irlando Delgado, é a continuidade de um trabalho de gerações e que irá dar uma simbologia da própria cidade.

Ao fazer um resgate pela história do Centro Nacional de Artesanato e Design de Cabo Verde (CNAD), o seu director Irlando Delgado, começa pela jornada do edifício que teve início em 1976 a partir da cooperativa resistência, que segundo o mesmo tinha como base afirmar Cabo Verde pela via da sua cultura. 

“Em 1977 passa a ser chamado Centro Nacional de Artesanato e acaba por ser a primeira instituição cultural com uma política pública a ser criada logo após a sua independência, daí a sua grande importância no contexto nacional e não só”.

Extinto em 1997 ganha nova vida em 2011 enquanto Centro Nacional de Artesanato e Design e integra a novo disciplina e faz este percurso até hoje e em 2018 foi reconhecido como instituto público pelo governo.

E hoje, com nova identidade visual, Irlando Delgado assegura que a Praça Nova ganha um novo espaço, coabitado com o antigo com a criação de um edifício completamente novo, e quem passa perto não fica indiferente à forma como o edifício ganhou vida.

Para este responsável o CNAD é um espaço inovador, com uma visão transformadora e que pretende ser uma plataforma de desenvolvimento e promoção cultural sustentável com reconhecimento nacional e internacional.

“Os três elementos que trabalhamos para fazer o ponto de viragem a nível daquilo que é o CNAD, o que será hoje para o futuro, é o projecto arquitectónico que amplia e restaura o edifício antigo e cria um edifício completamente novo. O trabalho da curadoria, com parte do acervo do CNAD, que vai pegar na sua origem até aos dias de hoje. E com uma identidade visual completamente nova, com um discurso abrangente, e que o posiciona no mundo e que comunica no mundo”, explica.

Logo defendeu que o novo CNAD é uma visão renovada de arte, artesanato e do design e da cultura de Cabo Verde, realçando o trabalho dos arquitetos Moreno Castelhano e Heloísa Ramos.

O edifício que tem um orçamento acima dos 100 mil contos reconhece os trabalhos dos fundadores até aos dias atuais, como a Galeria Manuel Figueira, Galeria Zero, loja e um café, um pátio que conecta os dois edifícios e que servirá como espaço multiusos.

No edifício novo, fica o acervo do museu, a Galeria Luisa Queirós, Galeria Bela Duarte, Centro de Investigação e Biblioteca “Nhô Damásio”, o laboratório experimental de arte, artesanato e design “Nhô Griga”, artesão de Santo Antão. E também escritórios.

Do ponto de vista da curadoria, o principal objetivo foi compor um espelho em que a população de cabo Verde possa se reconhecer e ser reconhecida. “Um espelho de uma nação multifacetada, diversa e de uma grande riqueza cultural”, vincou Irlando Delgado que considera que o local possui uma curadoria para dignificar tudo aquilo que foi feito até então. 

EC

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