OMS investiga presença do vírus Monkeypox em sémen

15/06/2022 17:38 - Modificado em 15/06/2022 17:38
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Organização Mundial de Saúde (OMS) está a investigar os relatos de que o vírus Monkeypox pode ser encontrado no sémen dos infetados, analisando, por isso, a possibilidade de a doença ser transmitida sexualmente. A responsável do Departamento de Emergência Sanitária da OMS, reforçou, contudo, que a forma mais comum de transmissão é através do contacto pele a pele.

Nos últimos dias, cientistas detetaram a presença do Monkeypox no ADN de doentes em Itália e na Alemanha, divulgando que uma amostra testada em laboratório sugeria que o vírus no sémen de um paciente seria capaz de infetar outra pessoa e de se replicar, aponta a agência Reuters.

Ainda assim, Catherine Smallwood, responsável do Departamento de Emergência Sanitária da OMS, reforçou que ainda não se sabe se estes relatos apontam para a transmissão do vírus por via sexual.

“Precisamos de nos focar na forma mais comum de transmissão, e claramente que vemos uma associação no contacto pele a pele”, complementou.

Desde o início de maio que foram contabilizados mais de 1.300 casos de Monkeypox em cerca de 30 países, a maioria dos quais entre homens que têm relações sexuais com outros homens.

Na terça-feira, o diretor-geral do organismo, Tedros Adhanom Ghebreyesus, revelou que a OMS avaliará, na próxima semana, se o surto de Monkeypox representa uma emergência internacional de saúde pública, face ao comportamento incomum do vírus e ao número de países com casos confirmados.

Recorde-se que a doença foi identificada pela primeira vez em colónias de macacos mantidos em cativeiro para pesquisas científicas, em 1958, sendo só mais tarde detetada em humanos, em 1970, na República Democrática do Congo.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou mais 10 casos de infeção pelo vírus Monkeypox, totalizando, até agora, 241 situações de homens infetados que se encontram clinicamente estáveis.

Notícias ao Minuto

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