S. Vicente: Augusto Neves acusa vereadores do PAICV e da UCID de tentativas de ameaças e intimidação de funcionários da câmara e de manipulação da opinião pública

14/06/2022 16:31 - Modificado em 14/06/2022 17:53
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O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves voltou, hoje 14 junho, a convocar a comunicação social, para mais uma vez, esclarecer, conforme o mesmo, a população sobre as acusações dos vereadores do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV e da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, e acusa os mesmos de tentativas de ameaças e de intimidação de funcionários da câmara através de cartas enviadas aos mesmos.

O edil de São Vicente, diz que a situação dos cinco vereadores, três da UCID e dois do PAICV, tem ultrapassado os limites, chegando ao ponto de estarem a passar “informações incorretas e mal-intencionadas”, com o objetivo de ficarem bem na fotografia.

Para o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, apesar das tentativas de bloqueio do funcionamento da “nobre instituição, com muito esforço, zelo e sacrifício esta câmara tem vindo a funcionar durante estes dois anos com as dificuldades criadas por estes vereadores que nada fazem e não sabemos o que pretendem, chegando ao ponto de ameaçar e intimidar funcionários”.

A título de exemplo, entre outros, cita a não aprovação no ano passado, durante a reunião ordinária, dos concursos para aquisição de camiões de lixo, equipamentos e fardas para o pessoal da limpeza pública dentro do programa do Fundo do Ambiente. “Estes vereadores na tentativa de prejudicarem o presidente não aprovaram tais concursos, pois eles pretendem ter uma cidade suja sabendo que a nossa grande preocupação é limpeza da cidade. Aliás todos que vivem e visitam a ilha dizem que São Vicente é uma ilha limpa”, atira Augusto Neves.

Outra questão, que diz ter sido reprovado por estes vereadores foi um empréstimo da asfaltagem da estrada de Ribeira de Julião, rotunda do ISECMAR até a Escola da Ribeira de Craquinha, fechando um anel nesta área, e que realçou não foi e aprovado, segundo o mesmo, porque os vereadores alegaram que o presidente da câmara “iria tirar louros com as obras”.

Como forma de esclarecer a opinião pública, diz que a legislação autárquica é clara. Conforme Augusto Neves, que cita o artigo 45 do Estatuto do Município, que diz que os órgãos representativos do município são a Assembleia Municipal, a Câmara Municipal, e o presidente da câmara eleitos por um período de quatro anos e que este não fala de um grupo de vereadores.

Sobre as reuniões e deliberações que os vereadores dizem fazer é “Bluff é para tentar criar desordem na “nobre instituição”, que é a CMSV. “É falsa a afirmação que os vereadores do MPD e o presidente abandonam a reunião. Se a agenda de trabalho não é aprovada termina a sessão e faz uma ata de não realização da sessão. É o que tem acontecido desde de janeiro deste ano”.

Além de citar outros artigos, o edil sanvicentinho diz que “esta gente (os vereadores) estão com sede da presidência da câmara”, e aconselha aos cinco vereadores a deixarem o povo decidir nas próximas eleições, caso queiram se candidatar ao cargo de presidente da câmara.

Embora este impasse já dura tempo demais, e com constrangimentos para a ilha, Augusto Neves afirma que a sua equipa camarária está tranquila trabalhando de acordo com o plano de actividades e orçamento de 2022 aprovado pela Assembleia no ano passado. “Estamos cumprindo rigorosamente o que está estipulado na lei”, sustentou.

Diz ainda que todos os contratos que são feitos na câmara são da competência do presidente, que faz a gestão direta da instituição, segundo os artigos do Estatuto dos Municípios.

Assegura que não quer continuar com os conflitos e mais uma vez, atira a responsabilidade de para os dois partidos para que as coisas retomem o caminho do normal funcionamento desta ilha.

“Muitas coisas estão paradas. Muitas coisas poderiam estar avançadas. Os partidos devem assumir essa responsabilidade. Todos querem um consenso para que as coisas funcionem da melhor forma. Da parte da CMSV temos cumprido rigorosamente o que o Estatuto manda”, conclui.

EC

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