Grupo Vinci e ANA Portugal criam a empresa ‘Cabo Verde Airports SA’  para gerir a concessão dos aeroportos e aeródromos do país

31/05/2022 18:29 - Modificado em 31/05/2022 23:40
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O grupo Vinci criou formalmente uma empresa em Cabo Verde para gerir a concessão dos aeroportos e aeródromos do país. Será liderada por Nicolas Notebaert, responsável pelas concessões internacionais da multinacional de matriz francesa.

A informação consta do extrato de publicação da constituição da empresa Cabo Verde Airports SA pela Conservatória dos Registos Comercial e Automóvel da Praia, de 12 de maio e publicada na quarta-feira, dia 25 de maio.

Assim, conforme essa publicação, a Cabo Verde Airports SA foi constituída com um capital social de 2.500.000 escudos (22.700 euros), representando 2.500 ações, e sede na cidade da Praia, tendo como presidente do conselho de administração Nicolas Notebaert e administradores Thierry Franck Ligionniere e Remi Guy Longevialle.

Segundo informação da Vinci consultada pela agência portuguesa de notícias ‘Lusa’, Nicolas Notebaert é membro do comité executivo do grupo, com as funções de diretor-executivo da Vinci Concessions, com responsabilidade numa rede de infraestruturas em 22 países, incluindo 53 aeroportos e 30 infraestruturas rodoviárias e vários projetos ferroviários, entre os quais a linha de alta velocidade ‘South Europe Atlantique’, em França.

O Governo de Cabo Verde anunciou no início do mês que vai atribuir a concessão dos aeroportos e aeródromos à sociedade Vinci Airports SAS, por um período de 40 anos, num negócio em que o Estado vai receber 80 milhões de euros, além de bónus das receitas brutas. A ANA – Aeroportos de Portugal vai ter 30% das participações na sociedade de direito cabo-verdiano criada para celebrar o contrato de concessão, que deverá acontecer nos próximos seis meses.

A Cabo Verde Airports SA, refere ainda o extrato da conservatória, “tem por objeto principal as atividades e serviços de exploração em regime de concessão, do serviço público aeroportuário de apoio à aviação civil em Cabo Verde” e, “acessoriamente, poderá a sociedade explorar atividades e realizar operações comerciais e financeiras relacionadas direta ou indiretamente, no todo ou em parte, com o objetivo principal ou que sejam suscetíveis de facilitar ou favorecer a sua realização”.

“Bem como, nos locais onde desenvolve as atividades incluídas no seu objeto principal descrito no número anterior, a produção e/ou comercialização de energia com base em fontes de energia renováveis, incluindo para autoconsumo ou outros meios de produção descentralizada de energias renováveis, a gestão de projetos e a prossecução de atividades de engenharia nas áreas da eficiência energética e a construção sustentável, gestão de empreendimentos ao nível do seu desempenho energético e a prestação de serviços de consultoria e assistência técnica na área da energia”, lê-se ainda no extrato de constituição.

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