Adeptos revoltados com a FCF sobre a venda e consumo de bebidas alcoólicas nos jogos do nacional pedem boicote aos jogos

28/05/2022 11:15 - Modificado em 4/06/2022 21:18
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A lei foi aprovada pelo parlamento cabo-verdiano em março e promulgada a 01 de abril de 2019 pelo ex-Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, promotor da campanha “Menos Álcool, mais Vida”, que visa contribuir para a diminuição do uso abusivo e da dependência do álcool no país.

Entre outros, a lei proíbe ainda a venda ambulante e qualquer forma de publicidade de bebidas alcoólicas, a venda e colocação à disposição de bebidas alcoólicas em clubes, salas ou recintos desportivos. E é neste sentido que os adeptos mostram-se insatisfeitos com a Federação Cabo Verdiana de Futebol, que além de chamar atenção aos responsáveis pela organização da competição, ainda, dizem, está a incitar as associações a utilizarem forças policiais contra cidadãos/contribuintes/adeptos se tiver algum problema.

“São estes adeptos/contribuintes que compram bilhete para viabilizar as competições e contribuintes que também contribuem com impostos que vão para os cofres do Estado onde os mesmos vão “chorar” para tomar dinheiro para os seus contratos programa”, critica um adepto nas redes sociais.

Relembram ainda, que em qualquer parte do mundo, principalmente nos países desenvolvidos, são as marcas de bebidas alcoólicas os principais patrocinadores do desporto. “Menos em Cabo Verde, que é super desenvolvido, onde o governo e as câmaras municipais que patrocinam o desporto”, diz de forma sarcástica.

“Só em Cabo Verde essa lei existe, se não bebem no campo bebem em qualquer outro lugar. “As mães de família merecem ganhar um pão para os seus filhos num momento difícil como esse que nós atravessamos”.

“Eu não tomo bebidas alcoólicas, mas vou aos estádios de futebol, basquetebol, futebol e todos bem.”

“Seguramente não será essa a melhor via para se fazer a campanha contra o álcool… O que eu sei sim é que as pessoas dos balaios das vendas enfrentam dificuldades imensas para levar a panela ao lume… Muita hipocrisia das entidades competentes”, reiteram.

Para estes adeptos do Estádio Adérito Sena, os elementos da FCF deveriam dar a cara nos estádios em vez de mandarem a PN.

E defendem que em vez de proibir o consumo através de uma lei sugerem ao Governo maior fiscalização para mais rigor e qualidade na produção de bebidas alcoólicas no país.

Intitulada “proposta de lei que estabelece o regime de disponibilização, venda e consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos”, a nova legislação proíbe também a venda e o consumo de bebidas, em quiosques e barracas, salvo em casos de festivais.

Em caso de infrações, as coimas variam dos 10 mil escudos cabo-verdianos a um milhão e 500 mil escudos.

A diminuição da taxa de alcoolemia permitida para condução baixou de 0,8 para 0,5g/l.

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