Ginástica Rítmica: Diante dos desafios a persistência de Walter Pires o levou a palcos inimagináveis

25/05/2022 01:56 - Modificado em 25/05/2022 01:56
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Há quase 16 anos que o ginasta Walter Pires tem insistido e persistido em continuar no mundo da ginástica rítmica. Os desafios para singrar nesta modalidade foram muitos, mas a vontade de continuar a pertencer à ginástica é ainda maior. Atualmente, como professor de ginástica rítmica almeja continuar a formar grandes atletas, nesta área que considera ser sua “grande paixão”
Essa paixão pela ginástica surgiu em 2006, aquando dos seus 15 anos, no contexto onde aconteciam os jogos pan-americano, chamando-lhe atenção esta modalidade que era algo desconhecido para o ginasta.

Essa procura pelo conhecimento sobre ginástica rítmica tornou-se algo incansável, o que lhe roubou tempo, mas por uma boa causa. “Comecei a pesquisar em livros na biblioteca na escola secundária onde estudava para conhecer melhor esta modalidade”, contou Walter Pires que avançou que com essa procura surgiu os primeiros movimentos ainda sem alguém que lhe orientasse.  

As suas primeiras matérias de ginástica eram alguns aglomerados de improvisos, desde o seu primeiro arco, primeira bola, primeira fita, todos feitos com utensílios caseiros, já que não podia ter o material adequado.

O Clube Mindelgina, fundado pela professora Maria Eduarda Vasconcelos, foi seu primeiro mundo da ginástica em meados de 2009, onde conseguiu aperfeiçoar os seus movimentos e conseguir as suas primeiras gratificações como professor de ginástica.

As pequenas gratificações serviram-lhe para pagar as aulas noturnas do secundário e concluir assim mais uma etapa da sua vida. Diante de vários apoios por parte principalmente de colegas e amigos, o ginasta contou que mesmo assim naqueles anos ainda existia um certo preconceito.

“No início eu tive um certo receio, porque as pessoas associavam ginástica às mulheres. O preconceito vinha das pessoas do clube e o mais triste que também vinham do seio familiar”, frisou o ginasta que por vários momentos pensava em desistir da modalidade.

No entanto, antes de se fixar na ginástica rítmica, teve ligeiras passagens por capoeira e pertenceu ao grupo Acrobata de Pedra Rolada.

 A sua primeira apresentação em público foi na escola Salesiana em 2011 e foi parabenizado pela sua atuação, recebendo muitos elogios. “A partir daí decidi que eu deveria continuar e não desistir desta modalidade que me faz tão bem”.

Formado em educação física e desporto em 2021 e atualmente professor de ginástica rítmica diz que tem colhido “excelentes frutos” com jovens que foram seus alunos a terem algum destaque a nível regional, nacional e até internacional.

Walter Pires já participou como Ginasta, Juiz e treinador em diversos campeonatos a nível nacional como também internacional tais como, Gymnaestrada de Laussane (Suiça – 2011), EuroGym (Portugal – 2012), Sportingidas e Festival de São Pedro do Sul (Portugal – 2014 & 2016), BlumeGran Canárias (Canárias – 2015, 2017 & 2018), AfricanRhythmicGymnasticChampionship (Egipto – 2018).

Para Walter Pires, a professora Maria Eduarda Vasconcelos, foi a pivot da sua carreira, que o impulsionou a estar onde está hoje, que “acreditou no meu potencial e me apoiou sempre” salientou.

Atualmente, Walter Pires continua dando o seu contributo à educação, cultura e desporto, trabalhando com jovens e crianças da ilha de São Vicente.  Em 2021 participou como instrutor no desfile Miss e Mister Salesianos.  

AC – Estagiária

 

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