Cabo Verde mantém-se vigilante quanto ao surto da varíola dos macacos

20/05/2022 17:39 - Modificado em 20/05/2022 17:39
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O país está a seguir com atenção o surto da varíola dos macacos já reportado em alguns países europeus, nomeadamente Espanha e Portugal. A informação foi avançada pelo diretor dos serviços de vigilância do Ministério da Saúde, Domingos Teixeira.

 “Nestas circunstâncias nós seguimos com atenção os casos que ocorrem nesses países sobretudo com os quais temos ligações, mas também que ocorrem pelo mundo todo. Hoje em dia o mundo é globalizado e as pessoas viajam de um lugar para outro independentemente de termos ligações diretas ou não.

Por isso, indicou, seguem as informações e fazem a vigilância interna e também nos pontos de entrada para estarem atentos ao surgimento de quadros com sintomas similares e “dar o devido seguimento”.

A varíola dos macacos é uma doença que se transmite por contacto direto com um animal infectado geralmente roedores e macacos ou então por contacto direto com pessoas que estiveram em contacto com um animal infetado e a sua transmissibilidade não é tão alta, esclarece Domingos Teixeira.

O primeiro caso humano desta doença foi descoberto apenas em 1970 na República Democrática do Congo quando se faziam grandes esforços para erradicar a varíola daquele país.

Desde então que a doença tem sido diagnosticada em vários países da África Central e ocidental, sendo que também já tinha havido registo nos Estados Unidos, Israel ou no Reino Unido. Para já foi reportado em Portugal, Espanha e Cabo Verde está em vigilância.

Até ao final do dia da última quinta-feira, o número de casos em Portugal subiu para 23 mais nove. Trata-se da “clade (subgrupo do vírus) da África Ocidental, que é a menos agressiva”, conforme a Direção-Geral da Saúde (DGS) de Portugal.  

Os primeiros casos na Europa foram notificados no passado domingo pelo Reino Unido, que comunicou 4 confirmados sem antecedentes de história de viagem a zonas de risco.

Conforme a BBC, especialistas em saúde afirmam que os casos reportados até o momento não representam uma ameaça grave para a população em geral.

NN/RCV

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