Afreximbank e produtores de petróleo criam Banco Africano de Energia

17/05/2022 11:10 - Modificado em 17/05/2022 11:13
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© Reuters

O Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) e a Organização dos Produtores Africanos de Petróleo (APPO) anunciaram hoje a criação do Banco Africano de Energia, destinado a financiar investimentos na área energética do continente.

“Com o objetivo de aumentar o investimento do setor privado nos projetos de petróleo e gás, o banco vai garantir financiamento crítico para os novos e futuros projetos de petróleo e gás, bem como no desenvolvimento da energia ao longo de toda a cadeia de valor”, lê-se no comunicado enviado à Lusa.

No comunicado, não são divulgados os valores envolvidos na criação do banco nem os montantes de capital social que este novo banco terá, mas são descritas as circunstâncias e as motivações da criação desta entidade financeira.

“No seguimento do desinvestimento das companhias petrolíferas e na mudança das tendências globais de investimento, o banco surge numa altura particularmente crítica”, aponta-se no texto, que dá conta da assinatura do memorando de entendimento, que foi assinado pelo diretor de Relações com os Clientes do Afreximbank, Rene Awambeng e pelo secretário-geral da APPO, Omar Farouk, na presença do Presidente de Angola, João Lourenço, de ministros africanos e do presidente executivo da Câmara Africana de Energia, NJ Ayuk.

O texto argumenta que nos últimos anos tem havido uma forte redução das despesas de investimento em África, que desceram de 60 mil milhões de dólares (57,5 mil milhões de euros) em 2014 para 22,5 mil milhões de dólares (21,4 mil milhões de euros) em 2020, esperando-se uma recuperação para 30 mil milhões de dólares (28,6 mil milhões de euros) este ano.

“Apesar deste aumento, há significativos níveis de investimento que ainda são necessários, e por isso o papel das instituições financeiras africanas tem sido enfatizado, já que enquanto o mundo desenvolvido defende o fim dos combustíveis fósseis devido às mudanças climáticas, África continua a enfrentar uma crise de pobreza energética, com mais de 600 milhões de pessoas sem acesso a eletricidade e 900 milhões sem acesso a soluções de confeção limpa de alimentos”, salienta-se no texto.

O Banco Africano de Energia, agora proposto, “vai operar da mesma forma que a Corporação Africana de Investimento Energético, uma instituição financeira de desenvolvimento criada para canalizar os recursos para o desenvolvimento do setor energético”, explica-se no comunicado, que conclui que “os benefícios são o favorecimento do desenvolvimento do setor energético africano e, com isso, o crescimento socioeconómico”.

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